Política

Alvo de operação da PF, Jaques Wagner fez discurso de repúdio sobre delação do Master: "Falsas acusações"

Jaques Wagner repudiou matéria da Veja e afirmou que seu advogado está preparando um processo contra a publicação  |  Daniel Serrano / BNews

Publicado em 18/06/2026, às 10h51 - Atualizado às 10h59   Daniel Serrano / BNews   Yuri Pastori

Alvo da operação 'Compliance Zero' da Polícia Federal (PF), o senador Jaques Wagner (PT) fez discurso no Senado e reagiu em publicação nas redes sociais, na última terça-feira (16), a uma matéria publicada pela revista Veja que expôs negócios do PT da Bahia com o ex-CEO do Banco Master Daniel Vorcaro. O petista repudiou a reportagem da revista e afirmou ainda que processará a publicação.

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"Eu já desafiei vários a me mostrarem qual foi a investigação da [Polícia] Federal que encontrou algo sobre o meu comportamento e o comportamento do ex-governador Rui Costa. Antecipar que meu advogado já está preparando a peça para processar a revista", disse Wagner.

"Nós estamos entre o absurdo e o super absurdo. O absurdo é de uma delação que ninguém sabe o que tem dentro dela, a não ser aqueles que inquiriram o senhor Daniel Vorcaro e que levianamente e ilegalmente vazam a matéria, como vazaram no tempo da Lava Jato", complementou. 

Para o petista, o assunto trata-se de uma "guerra de narrativas". "O instituto da leviandade ou nas instituições ou na imprensa ou nas redes brasileiras precisa ter um ponto final", declarou.

Repudio veementemente as falsas acusações publicadas pela revista Veja contra o @ptbahia. Estamos diante de mais um episódio do "Instituto da Leviandade", em que a pressa em atacar substitui o compromisso com os fatos e com a verdade. A capa da Veja trata de uma delação… pic.twitter.com/k5i7XeUq58

— Jaques Wagner (@jaqueswagner) June 16, 2026

Operação

A investigação da PF apura se um imóvel de luxo no valor de R$ 2,5 milhões seria uma espécie de propina do empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master ao petista.

A família de Wagner também é alvo de mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (18) autorizados pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF) na Bahia, São Paulo e Distrito Federal.

De acordo com reportagem do Estadão, a PF encontrou diálogos e outros elementos que indicaram a existência da transação, que seria uma contrapartida por ações do senador a favor dos interesses do Master e de Augusto Lima.

O petista ainda não se pronunciou após a operação. A defesa do ex-sócio do Master disse ao Estadão que as diligências são desnecessárias já que "Augusto Lima está há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração.”

“Augusto Lima sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública”, informou a defesa de Lima, conduzida pelos advogados Pedro Ivo Velloso, Eduardo Toledo e Sebástian Mello.

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