O MPT recebeu a denúncia em 3 de outubro, véspera da votação. Após receber o relato, representantes da Polícia Militar e do Ministério Público Eleitoral foram ao estabelecimento e confirmaram a situação. A empresa recusou um acordo proposto pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), que busca impedir possíveis interferências nas escolhas políticas dos empregados.
Justiça determina medidas contra assédio eleitoral
O MPT propôs um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o objetivo de impedir práticas que pudessem influenciar a liberdade política dos trabalhadores. A empresa, porém, negou a proposta.
O órgão ingressou com uma ação civil pública com a proximidade do segundo turno, marcado para o dia 25. A Justiça do Trabalho concedeu uma decisão urgente que proíbe o estabelecimento de adotar medidas capazes de interferir nas escolhas políticas dos funcionários.
A determinação também exige que a empresa divulgue um comunicado reafirmando o respeito à liberdade de consciência, à liberdade política e ao sigilo do voto, além de proibir manifestações político-partidárias no ambiente profissional.
MPT pede indenização de R$ 150 mil
O Ministério Público do Trabalho ainda solicita que a empresa seja condenada ao pagamento de R$ 150 mil por danos morais coletivos. O órgão considera que a possível imposição de camisas com símbolos políticos durante o período eleitoral pode representar uma interferência na liberdade de escolha eleitoral dos trabalhadores.
A Justiça identificou indícios de possível assédio eleitoral, mas o pedido de indenização ainda depende de julgamento. O valor cobrado ainda não é o definitivo e poderá sofrer alteração.
O que é assédio eleitoral?
O assédio eleitoral no trabalho ocorre quando empregadores ou superiores hierárquicos pressionam, intimidam ou constrangem funcionários para influenciar suas escolhas políticas.
O uso da camisa da Seleção Brasileira não caracteriza automaticamente a prática. A avaliação depende da obrigatoriedade da conduta, do contexto e de eventuais tentativas de direcionar o posicionamento político dos trabalhadores.
Conforme dados divulgados pelo MPT em 20 de outubro, o órgão havia recebido 674 denúncias de assédio eleitoral somente no mês de outubro, considerando os registros contabilizados até as 12h24 daquele dia. Desde janeiro, o total chegava a 1.492 denúncias em todo o país.
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