Política
Publicado em 15/05/2024, às 06h23 Reprodução Cadastrado por Marco Dias
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisou intervir para corrigir a rota da força-tarefa do governo federal que atua para socorrer o Rio Grande do Sul, diante da falta de interlocução com a Casa Civil, comandada pelo ministro Rui Costa (PT), responsável por avaliar as políticas públicas e dar aval às iniciativas das pastas.
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A desarticulação ficou evidente com a publicidade de ações isoladas, sem uma prévia coordenação entre os ministérios, causando mal-estar entre os integrantes do primeiro escalão.
Um exemplo disso foi o embate entre o ministro da Previdência, Carlos Lupi, e a Casa Civil, comandada por Rui Costa (PT), quando um plano para pagamento de salário extra aos afetados pelas chuvas foi anunciado sem consulta prévia, impactando a meta fiscal do governo em R$ 5 bilhões.
Diante das críticas e desencontros, o presidente Lula ordenou uma reavaliação das estratégias e cobrou eficiência na comunicação das iniciativas ministeriais. Em uma tentativa de reorganização, o governo decidiu que o benefício aos afetados pelas chuvas será na forma de crédito opcional, a ser pago em até 36 meses sem juros.
Além disso, a antecipação do pagamento dos benefícios pelo INSS e outras medidas emergenciais foram anunciadas. Lula ainda enfatizou que a nomeação de uma "autoridade federal" para o Rio Grande do Sul está nos planos do governo para lidar com a crise.
A situação também impacta na preocupação do presidente com sua imagem política, especialmente diante das pesquisas de opinião que indicam um descontentamento crescente com sua gestão.
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