Política
Publicado em 24/06/2026, às 14h04 - Atualizado às 14h05 Gustavo Moreno / STF Daniel Serrano
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse à Polícia Civil do Distrito Federal que não poderia ficar desarmado, mesmo enquanto cumpre prisão domiciliar humanitária, porque havia “três mulheres em casa”. A declaração foi dada na última terça-feira (23) durante depoimento sobre a apreensão de uma arma registrada em seu nome durante uma blitz da Lei Seca no Distrito Federal.
A fala foi destacada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, em despacho publicado nesta quarta-feira (24), que determinou a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a possibilidade de o ex-presidente ter cometido falta grave no cumprimento da pena.
A investigação teve início após a apreensão de uma pistola Glock calibre 9 milímetros registrada em nome de Bolsonaro. A arma foi encontrada em 15 de junho, durante uma abordagem da Polícia Militar do Distrito Federal, em Taguatinga.
A arma estava em um veículo conduzido pelo sargento Estácio Leite da Silva Filho, integrante da equipe de segurança do ex-presidente. Segundo a corporação, o armamento não estava acompanhado do Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF), documento exigido para o transporte regular da pistola.
Em depoimento, o militar afirmou que levava a arma para manutenção, após identificar uma falha mecânica, e que o objetivo era devolvê-la posteriormente a Bolsonaro.
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