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Política

Campanha de Flávio chama de ‘estarrecedora’ decisão do TSE que libera provisóriamente canal ‘Exército de Lula’

Em nota, equipe do senador acusou a Corte de complacência com a disseminação de fake news e afirmou que a decisão é “mais uma vez a favor” de Lula  |  Charles Vieira/Campanha de Flávio Bolsonaro

Publicado em 11/10/2026, às 17h20   Charles Vieira/Campanha de Flávio Bolsonaro   Eduardo Costa

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) reagiu na tarde deste domingo (11) a decisão do corregedor do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Ricardo Villas Boas Cueva, de suspender a determinação do presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, que, mais cedo, determinou a derrubada do canal "Exército de Lula", criado pelo deputado federal André Janones (PT-MG).  

Por meio de nota, a campanha de Flávio classificou como "estarrecedora" a decisão de manter um canal que "dissemina fake News".

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É estarrecedora a adoção de decisões que revelam complacência com a descarada disseminação de fake News a favor de Lula. O canal de fake News que havia sido derrubado pela Presidência do TSE não apenas disseminava conteúdo falso abertamente, como também orientava milhões de seguidores a se comportarem de forma a fugir dos controles da Justiça Eleitoral e da própria Plataforma. É acintoso", diz um trecho da nota.

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Outro ponto questionado pela campanha do opositor de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é a competência de um corregedor em derrubar uma determinação da Presidência da Corte.

"As diversas ações na Justiça Eleitoral possuem conteúdos distintos e efeitos diversos. Jamais se colocou ao Corregedor, na imensa Ação de Investigação Judicial Eleitoral movida por sistemática disseminação de fake News em favor de Lula, o descumprimento flagrante do Plano de Conformidade que foi firmado entre o Grupo Meta e a Justiça Eleitoral".

"Não há uma linha sequer na AIJE sobre isso, pelo simples motivo de que a competência para essa fiscalização é do Presidente e não do Corregedor. Ao Corregedor, compete analisar a prática de abuso de poder. Ao Presidente, controlar o Plano de Conformidade firmado com as Plataformas, que jamais deveriam permitir a instrumentalização de seus canais para fins ilícitos [...] O contexto é de claro atropelo. Mais uma vez a favor da fake News. Sempre a favor de Lula".

Na decisão, Cueva determina o retorno provisório do canal. Agora, palavra final caberá ao plenário da Corte.

"Nesse contexto, e considerando que a suspensão integral do canal foi determinada antes da conclusão das diligências destinadas à regularização da instrução probatória, entendo necessário restabelecer provisoriamente seu funcionamento, até que o Plenário desta Corte examine a controvérsia, sem prejuízo de reavaliação diante de elementos supervenientes que justifiquem providência mais restritiva", argumentou o corregedor.

O que levou à suspensão do canal

A decisão de Kassio Nunes Marques, atende a um pedido da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL). No despacho, o ministro afirmou que o canal teria se transformado em um meio de disseminação nacional de conteúdos que, segundo ele, já haviam sido considerados pela Justiça Eleitoral como desprovidos de fundamento mínimo.

O ministro também mencionou a estrutura de mobilização descrita por Janones como um “exército de ‘soldados’ que executam o que lhes é ordenado sem examinar”.

Veja na íntegra a nota da campanha de Flávio Bolsonaro

"É estarrecedora a adoção de decisões que revelam complacência com a descarada disseminação de fake News a favor de Lula. O canal de fake News que havia sido derrubado pela Presidência do TSE não apenas disseminava conteúdo falso abertamente, como também orientava milhões de seguidores a se comportarem de forma a fugir dos controles da Justiça Eleitoral e da própria Plataforma. É acintoso.  

As diversas ações na Justiça Eleitoral possuem conteúdos distintos e efeitos diversos.  

Jamais se colocou ao Corregedor, na imensa Ação de Investigação Judicial Eleitoral movida por sistemática disseminação de fake News em favor de Lula, o descumprimento flagrante do Plano de Conformidade que foi firmado entre o Grupo Meta e a Justiça Eleitoral.  

Não há uma linha sequer na AIJE sobre isso, pelo simples motivo de que a competência para essa fiscalização é do Presidente e não do Corregedor. Ao Corregedor, compete analisar a prática de abuso de poder. Ao Presidente, controlar o Plano de Conformidade firmado com as Plataformas, que jamais deveriam permitir a instrumentalização de seus canais para fins ilícitos.  

O único objetivo da campanha é o cumprimento da lei e o combate às fake News. Que esse seja o objetivo de todos. 

O contexto é de claro atropelo. Mais uma vez a favor da fake News. Sempre a favor de Lula."

Classificação Indicativa: Livre


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