Política
Publicado em 22/11/2025, às 12h20 - Atualizado às 12h20 Henrique Brinco/ BNews Daniel Serrano
Os grupos de WhatsApp usados pelos moradores do condomínio Solar de Brasília, onde Jair Bolsonaro cumpre medidas restritivas, voltaram a ser palco de discussões horas após a prisão preventiva do ex-presidente, decretada na manhã deste sábado (22). As informações são do jornal O Globo.
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Enquanto parte dos moradores ficou preocupado com a movimentação no entorno do condomínio, outros moradores comemoravam a prisão preventiva de Bolsonaro, com direito a queima de fogos e até convite para comemoração nas áreas residenciais.
Em um dos grupos, moradores comentaram sobre churrascos e compartilharam vídeos e músicas. Entre eles, um link de Caetano Veloso com a música “É Hoje”. Outro membro escreveu: “Hoje tá bom pra fazer churrasco”, acompanhada de risadas e emojis. Já uma vizinha disse que faria “uma festa aqui em casa” e que esperava “não incomodar os vizinhos”.
No mesmo grupo, a administração enviou mensagens pedindo para que as regras do espaço virtual fossem respeitadas e solicitou aos membros que evitassem compartilhar qualquer conteúdo relacionado ao cenário político.
“Não é permitido publicação de cunho político sob hipótese alguma”, escreveu uma administradora. Em seguida, reforçou: “Não será permitida a publicação de nenhum assunto referente à política neste grupo”. Ela informou ainda que mensagens fora das regras seriam apagadas. Segundo relatos de moradores, as mensagens de conteúdo político — tanto críticas quanto de apoio a Bolsonaro — foram rapidamente removidas para evitar conflitos.
Essa não é a primeira vez que o condomínio registra momentos de tensão por causa de Bolsonaro. Em agosto, após a prisão domiciliar do ex-presidente ser decretada, os moradores se queixavam de buzinaços, congestionamento e receio de apoiadores acamparem na porta do residencial.
Em setembro, após Bolsonaro ser condenado a 27 anos e três meses pela Primeira Turma Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento da trama golpista,parte dos moradores ironizavam a condenação.
“A final da ‘Copa’ é amanhã! Já comprei a cerveja e a picanha”, disse outro morador do condomínio ao se referir à possibilidade de Bolsonaro deixar a prisão domiciliar e ir a um presídio. Em seguida, outro morador, que aparenta ser o administrador do grupo, retrucou: “Pessoal, por favor. Não comecemos”.
O condomínio Solar de Brasília fica em uma área nobre de Brasília e a cerca de 10 km do Congresso Nacional. A casa onde Bolsonaro morava no residencial até ser conduzido à Superintendência da Polícia Federal é alugada e paga pelo PL.
Bolsonaro foi preso preventivamente após o ministro do STF Alexandre de Moraes apontar risco de fuga, violação da tornozeleira eletrônica durante a madrugada e a vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro, que, segundo a PF, poderia tumultuar a fiscalização das medidas e facilitar eventual evasão.
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