Política

Com filho de Lula citado, PF pede ao STF prazo maior para concluir análise de material de investigação após suspeitas de fraudes

Investigação apura possíveis ligações de Lulinha com lobista do INSS, mas defesa nega conhecimento de fraudes  |  Agência Brasil / Arquivo

Publicado em 01/07/2026, às 14h09   Agência Brasil / Arquivo   Cauan Borges

A Polícia Federal solicitou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a ampliação do prazo para finalizar a análise do material apreendido na investigação que apura suspeitas de fraudes relacionadas a descontos em benefícios do INSS e que menciona o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

📲 Clique aqui e inscreva-se no canal do BNews no Youtube!

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

O pedido foi encaminhado após a corporação informar que não conseguiu concluir, dentro do prazo anteriormente fixado de 60 dias, as diligências determinadas pelo relator do caso. Em documento enviado ao Supremo, a PF argumenta que enfrenta dificuldades operacionais para avançar na perícia dos equipamentos recolhidos ao longo da investigação. 

Segundo a corporação, a limitação no número de servidores especializados e o volume de celulares, computadores e demais dispositivos apreendidos impediram a conclusão da extração e da análise dos dados dentro do cronograma previsto.

A exigência por maior agilidade partiu do próprio André Mendonça. Ao autorizar a continuidade do inquérito, o ministro determinou que a Polícia Federal apresentasse, em até dois meses, um relatório sobre o conteúdo obtido nos equipamentos apreendidos, diante da demora no andamento das apurações.

De acordo com os investigadores, o material analisado poderá orientar eventuais novos desdobramentos do caso, incluindo oitivas adicionais, novas perícias e outras medidas investigativas. Entre os nomes mencionados no inquérito está o de Fábio Luís Lula da Silva. Até o momento, o empresário não foi denunciado nem responde a nenhuma ação penal relacionada ao caso.

Uma das linhas de investigação apura a suspeita de que Lulinha teria relação societária não formalizada com o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado pela Polícia Federal como um dos operadores do suposto esquema. A defesa de Lulinha rejeita qualquer irregularidade e afirma que ele desconhecia eventuais fraudes envolvendo o sistema de descontos do INSS.

As investigações sobre o caso também ocorrem em meio a um cenário de desconforto institucional entre o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o ministro André Mendonça, responsável pela relatoria do inquérito no STF. Em manifestação apresentada ao Supremo em janeiro deste ano, a Polícia Federal informou que apurava menções ao nome de Lulinha durante o andamento das investigações.

Na ocasião, a corporação destacou que não havia identificado indícios de participação direta do empresário nas irregularidades investigadas, mas apontou a necessidade de aprofundar a análise sobre eventual ligação indireta mencionada nos autos.

No mesmo documento, a PF reiterou que, até aquele estágio da investigação, não existiam elementos que vinculassem diretamente Lulinha às supostas fraudes relacionadas aos descontos associativos investigados no âmbito do INSS.

Classificação Indicativa: Livre


TagsINSSpolícia federalstfesportelulinhafraudesbnewsfilho de lula

Leia também


Governo Trump sanciona empresas e cidadãos brasileiros por suposta ligação com o PCC


O plano da Seleção Brasileira para uma possível disputa de pênaltis na Copa do Mundo