Política

Coronel revela movimentação para ser retirado da chapa e rebate Wagner: "Venha ser meu suplente"

Senador do PSD afirma que não discute possibilidade de ser suplente na chapa do PT para 2026  |  Andressa Anholete/Agência Senado

Publicado em 30/01/2026, às 10h01   Andressa Anholete/Agência Senado   Matheus Simoni

O senado Angelo Coronel (PSD) expôs a indignação com a aliança envolvendo o PSD e o PT na Bahia e as recentes movimentações envolvendo a composição da chapa majoritária que irá disputar as eleições em 2026. Em entrevista ao Giro Baiana nesta sexta-feira (30), da Baiana FM 89,3, ele disse estar incomodado com a tentativa de imposição de uma condição para que ele seja retirado da base, falando até mesmo em uma "ditadura".

Eu quero que o partido seja respeitado, na minha ótica. Possa ser que alguém que ache que o partido, abdicando da candidatura ao senado, eu fique satisfeito. Eu não fico satisfeito. Ninguém pode querer patrulhar o meu pensamento e minha vontade. Estamos numa democracia, não é uma ditadura", afirmou Coronel.

Questionado sobre as reuniões, ele disse que escalou o filho, o deputado federal Diego Coronel (PSD-BA), para conversar com o Palácio de Ondina e definir os rumos da composição. O senador nega que tenha falado com o governador Jerônimo Rodrigues (PT), mas diz que houve uma sinalização de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode ser chamado a intervir.

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No entanto, Coronel destacou que não vai aceitar ser retirado da condição em que está. "Não tive com Jerônimo. Quem está conversando com Jerônimo é Diego. Diego me falou ontem que falou com Rui e que estão agendando uma conversa com o presidente Lula. Não sei o conteúdo e o assunto, mas deve ser sobre política. Estamos aguardando para saber o tema da conversa, porque não dá para ir sem saber o trato. Se for uma reunião onde 'Coronel, desista venha para cá ser suplente', não adianta nem ficar marcando para gastar passagem aérea para conversar sobre esse assunto", afirmou o senador da República.

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"Na minha ótica, não é soberba. É um direito que eu tenho não aceitar o que estão querendo me ofertar. É um direito que eu tenho, que Wagner tem, que Jerônimo tem e que Geraldinho tem. Se eu vou ser eleito ou não, é outra história. Se acham que Coronel não tem significado, é subserviente e não tem voto, não tem problema. Quem vai julgar é o povo da Bahia, são as urnas que vão aferir. Não sei porque querem me tirar de qualquer jeito. E querem me tirar e me manter apanhando, que é uma coisa interessantíssima. O cara me rifa e eu digo 'obrigado, gente, por terem me rifado'. Que coisa linda e maravilhosa", ironizou.

Ele ainda rebateu o convite feito por Jaques Wagner (PT) para ser suplente dele em uma eventual desistência de concorrer à reeleição. "Fico lisonjeado pelas propostas que estão fazendo. Quem está cuidando disso é Diego, que está escalado de minha parte para ter essas conversas. Mas eu pergunto a você, José Eduardo e aos nossos queridos ouvintes da Baiana: já conversaram com o MDB e com o próprio Geraldinho de ele ser rifado? O que soube e ouvi ali é que Geraldinho é candidato a vice, com todo direito de pleitear sua eleição. Não dá para ficar esse joguete de ficar de noite oferecendo a um e de manhã oferecer a outro. Não dá para ficar nesse joguete, é ridículo. Não dá", declarou.

Quanto à questão da suplência, fica até um apelo: Wagner, venha ser meu suplente. Qual o problema? Já que Rui disse ontem que é um cargo igual a um ministério e eu não tenho vocação a ser ministro, a minha vaga de suplente está à disposição aí para essa dupla que está querendo ser senador", pontuou Coronel.

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