Política
Publicado em 20/02/2026, às 18h30 - Atualizado às 18h31 Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil Daniel Serrano
Os advogados de Jair Bolsonaro (PL) solicitaram, nesta sexta-feira (20), ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que o ex-presidente receba assistência de um psicólogo e realize sessões de neuromodulação no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), conhecido como Papudinha, em Brasília.
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No pedido, a defesa pede para que o psicólogo e neurocientista Ricardo Caiado tenha permissão para visitar Bolsonaro três vezes por semana, independentemente do regime regular de visitas da unidade. O objetivo é a aplicação de sessões de neuromodulação não invasiva por Estimulação Elétrica Craniana (CES).
Segundo a defesa, o tratamento teve início em abril de 2025, durante uma internação do ex-presidente, e teria apresentado resultados positivos na qualidade do sono, na redução de sintomas de ansiedade e depressão, além de auxiliar no controle das crises de soluços.
Os advogados alegam que a terapia é um complemento indispensável à medicação atual. O pedido inclui a autorização para que o profissional ingresse no presídio com o equipamento necessário — descrito como um dispositivo não invasivo que utiliza clipes auriculares.
O pedido fundamenta-se em um laudo médico da Polícia Federal, divulgado no início de fevereiro, que apontou alterações neurológicas nos exames do ex-presidente.
"O histórico de queda recente e o desequilíbrio ao deambular (andar) direcionaram a perícia para um exame neurológico cuidadoso", afirmou a PF no documento, confirmando a existência de hipóteses clínicas relacionadas às informações coletadas.
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