Política

Defesa de réu no assassinato de Marielle Franco tenta reverter cassação de mandato

Réu no assassinato de Marielle Franco, Brazão tenta reaver seu cargo no STF após cassação por faltas durante prisão  |  Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

Publicado em 25/08/2025, às 09h27   Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados   Yuri Pastori

A defesa de Chiquinho Brazão, réu no Supremo Tribunal Federal (STF) acusado de ser o mandante do assassinato de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, tenta reaver o seu mandato junto à Corte. 

Brazão está em prisão domiciliar. A decisão está com o ministro Flávio Dino. No mês de abril deste ano, Brazão teve o mandato cassado pela Câmara dos Deputados por falta, já que se ausentou 72 dias por causa da prisão. 

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A defesa alega que as faltas não podem respaldar a cassação. Segundo os advogados,  não houve abandono de mandato e sim a impossibilidade de presença.

As ausências nas sessões legislativas não decorreram de opção ou desídia do Parlamentar, mas de uma razão de força maior – prisão preventiva decretada pelo STF sobre a qual o Impetrante não tinha qualquer ingerência”, disse o advogado Cleber Lopes na petição.

“Não se presta, contudo, a sancionar situação de absoluta impossibilidade de comparecimento – evento externo e irresistível —, como é o caso da prisão preventiva, em que o próprio Estado retira do indivíduo a sua liberdade de locomoção”, diz o pedido.

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