Política

Éden Valadares defende legado do PT na Bahia: "nova cultura política"

O secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, disse que, desde 2007, o petismo estabeleceu "nova cultura politica" na Bahia  |  Divulgação

Publicado em 24/07/2026, às 19h09   Divulgação   Davi Lemos

O secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, afirmou nesta sexta-feira (24) que as gestões petistas implantaram uma nova forma de fazer política na Bahia. Para o ex-presidente estadual da legenda, o processo iniciado com a eleição de Jaques Wagner, em 2006, foi ampliado nos governos de Rui Costa e Jerônimo Rodrigues.

Na avaliação do dirigente, a principal herança do grupo vai além das realizações administrativas e está relacionada à mudança da cultura política do estado. “Um processo na Bahia que tem uma dimensão, eu vou chamar de imaterial, que não é palpável, mas que talvez seja o nosso maior patrimônio é a construção de uma nova cultura política na Bahia”, declarou.

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Éden também comparou o atual cenário com o período de domínio do carlismo. “A Bahia era marcada pelo mandonismo, pelo clientelismo, pela lógica do chicote na mão e o dinheiro na outra mão, do tempo do carlismo, que achava que a Bahia tinha um dono que mandava e obedecia quem tinha juízo”, criticou.

Ao direcionar as críticas ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto, o secretário afirmou que o adversário político representa uma tentativa de retomada daquele modelo. Segundo Éden, apesar de buscar transmitir uma imagem moderna, o ex-gestor teria herdado características políticas do avô, como o autoritarismo e o tratamento desigual entre aliados e adversários.

“Apesar de se apresentar como moderno, o ex-prefeito Salvador é, na verdade, a tentativa de volta dessa política. Então, a Bahia precisa legitimar, renovar essa política que respeita a oposição, que respeita os prefeitos e prefeitas não importando o partido, que respeita a imprensa, o Tribunal de Justiça, a relação com a sociedade civil organizada”, afirmou.

Por fim, o dirigente sustentou que existe uma diferença entre a Bahia anterior à chegada do PT ao governo e o estado construído durante as administrações de Wagner, Rui e Jerônimo. “Uma Bahia para todos e todas. Uma Bahia que não esquece nenhum dos seus filhos e que mira na inclusão social, na justiça social como forma de desenvolvimento, de crescimento, de prosperidade para as famílias baianas”, concluiu.

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