Política
Publicado em 27/05/2024, às 08h56 - Atualizado às 12h34 Gilvan Rocha / Agência Cadastrado por Lucas Pacheco
A situação de calamidade da maioria das cidades do Rio Grande do Sul (RS) tem preocupado, mais do que a perda de urnas eletrônicas, os ógãos eleitorais quanto as eleições de outubro. Segundo Cláudio Fontella, chefe da Procuradoria Regional Eleitoral do RS, a perda de urnas não será problema, mas a situação de caos de algumas cidades preocupa.
Inscreva-se no canal do BNews no WhatsApp.
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS) verificou que os cartórios eleitorais de cidades como São Sebastião do Caí, São Jerônimo, São Leopoldo e Arroio do Meio apresentam perda total. O relatório contendo todos os danos já foi enviado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Entretanto, ainda que os cartórios se encontrem nesse estado, assim como também as seções eleitorais, segundo Fontella, as eleições devem ocorrer.
"A Constituição não permite que sejam adiadas as eleições (somente no Rio Grande do Sul) porque elas têm que ser simultâneas em todos os estados. No nosso caso, o Distrito Federal, como não há eleições municipais lá, já oportunizou urnas. Então, a questão das urnas, segundo dados do próprio TRE, não é um problema. Mas, há a questão de logística: cartórios, zonas e seções inteiras estão interditadas ou até embaixo d’água. O tribunal pretende trabalhar para viabilizar estruturas parecidas, para que haja a votação. Trocar a data votação, nesse momento, seria constitucionalmente impossível, disse o procurador à CNN Brasil.