Política
Publicado em 21/10/2026, às 07h21 Charles Vieira/Campanha Flávio Bolsonaro Eduardo Costa
O candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL), tem sido orientado por sua equipe a "ser menos Marçal", ou seja, abaixar o tom no debate da Rede Globo na próxima sexta-feira (23) e deixar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) parta para o ataque.
De acordo com informações da jornalista Jussara Soares, da CNN Brasil, aliados de Flávio querem que ele adote uma postura menos parecida com Marçal e "não perca a linha" no último debate antes da eleição de domingo (25).
Receba as principais notícias de Política no canal do BNews no WhatsApp!
O ex-coach que disputou a prefeitura de São Paulo em 2024 passou a ser ouvido como conselheiro na campanha presidencial do senador.
Segundo a reportagem, a campanha de Flávio avalia que, faltando poucos dias para o debate, o candidato do PL não pode correr o risco de aumentar sua rejeição entre os indecisos ou desagradar eleitores que já declaram voto nele, mas ainda sem convicção.
Os aliados de Flávio dizem que a responsabilidade de adotar uma postura mais agressiva é de Lula, que saiu atrás no primeiro turno. A campanha também se preocupa que Flávio possa transmitir uma imagem de arrogância ou passe a impressão de que já considera a eleição vencida.
Mesmo com a estratégia, a presença de Lula no debate da Globo se tornou incerta.
Em discurso durante um ato de campanha realizado na ponte sobre o Rio São Francisco, entre Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), o petista condicionou a sua participação no embate de sexta com a quebra do sigilo de Flávio Bolsonaro.
“Se ele apresentar um documento autorizando quebrar o sigilo vai ter debate, porque senão ele não pode ir ao debate. Porque um presidente da República não pode debater com ladrão”, declarou
A campanha de Lula protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma autorização para a divulgação dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de Lula e de seus familiares. Lula condicionou a liberação das informações que Flávio faça o mesmo em relação a si próprio e à sua família.
Lula ou Bolsonaro: Qual governo tem mais integrantes investigados ou condenados pela Justiça?
“Fiquei dois meses sem sair”: Câncer de mama abala autoestima e faz mulheres enfrentarem mudanças dolorosas no próprio corpo