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Política

“Exército do Lula” vira alvo de nova decisão no TSE após disputa entre ministros por denúncias de desinformação

Presidente do TSE pediu informações técnicas sobre possíveis conteúdos semelhantes aos investigados; canal havia sido suspenso, mas teve funcionamento restabelecido por decisão de outro ministro  |  Luiz Roberto/TSE - Reprodução / Redes Sociais

Publicado em 12/10/2026, às 11h47   Luiz Roberto/TSE - Reprodução / Redes Sociais   Tiago Di Araújo

O canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) em apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), voltou ao centro de uma disputa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Nesta segunda-feira (12/10), o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, determinou que a área técnica responsável pelo enfrentamento à desinformação apresente informações sobre o conteúdo divulgado no canal com máxima urgência.

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A assessoria deverá verificar se houve circulação de publicações idênticas ou semelhantes às analisadas no processo, inclusive em outras plataformas digitais, e se existem indícios de atuação coordenada para disseminar esse material.

Nunes Marques solicitou que a análise técnica esclareça “se identificou a circulação de conteúdos idênticos ou substancialmente equivalentes àqueles examinados nestes autos, inclusive em outros canais e plataformas digitais, bem como eventual atuação coordenada destinada à sua disseminação”.

A nova determinação ocorre após decisões divergentes sobre o funcionamento do canal. No domingo (11), Nunes Marques havia ordenado a suspensão da página. A medida, porém, foi revertida pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que restabeleceu o canal e determinou que o caso seja levado ao plenário do TSE.

Entenda a disputa no TSE

A controvérsia começou após o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) pedir à Justiça Eleitoral a derrubada do “Exército do Lula”. O pedido questiona publicações compartilhadas no canal, que é coordenado por Janones.

O caso foi encaminhado ao ministro Ricardo Villas Bôas Cueva. No sábado (10), ele solicitou informações às partes envolvidas e determinou que Lula, Janones e Geraldo Alckmin apresentassem suas defesas em cinco dias. Já a campanha de Flávio recebeu prazo de 72 horas para detalhar as supostas irregularidades apontadas nas publicações.

Em outro processo, Nunes Marques determinou a suspensão do canal, proibindo a entrada de novos participantes e o envio de mensagens. Cueva, que também exerce a função de corregedor-geral do TSE, suspendeu os efeitos dessa decisão, restabeleceu o funcionamento do grupo e encaminhou a discussão para análise do plenário da Corte.

Com a nova determinação, a área técnica deverá fornecer elementos para auxiliar na avaliação do caso.

Canal pró-Lula tem 3,7 milhões de seguidores

Criado e coordenado por André Janones, o “Exército do Lula” ganhou milhões de participantes após o primeiro turno das eleições e chegou à marca de 3,7 milhões de seguidores, conforme as informações apresentadas no caso.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também ajudou a impulsionar o canal ao pedir publicamente que as pessoas passassem a acompanhá-lo.

Na página, Janones compartilha orientações, links de notícias e publicações de redes sociais direcionadas à militância favorável à candidatura petista.

Do outro lado da disputa eleitoral, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criou o canal “Tropa do Flávio”, em apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro. A página reúne 1,4 milhão de seguidores.

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TagsAndré JanonesExército do Lulaflávio bolsonaroKassio Nunes MarquesTSEcanal whatsapp