Política
Publicado em 21/10/2025, às 17h30 - Atualizado às 17h30 Victor Piemonte/STF Daniel Serrano
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, rebateu as críticas feitas ao seu voto pela absolvição do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no julgamento da ação sobre trama golpista, julgada na Primeira Turma da Corte.
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O voto de Fux pela absolvição de Bolsonaro, realizado em setembro, incomodou colegas, que apontaram para uma falta de coerência do ministro. O ex-presidente acabou condenado, por 4 votos a 1, a 27 anos de prisão. Nessa segunda-feira (20), Fux pediu a devolução do seu voto para fazer revisão gramatical.
Ao iniciar o seu voto no julgamento do “núcleo 4” da trama golpista, conhecido como “núcleo da desinformação”, na sessão realizada nesta terça-feira (21), Fux fez referência a professores estrangeiros que, segundo ele, "não conhecem a realidade brasileira, nem leram o voto sobre o qual comentaram".
"Pactuar com o próprio equívoco significa trair a verdade. Nenhum de nós é infalível. Mas só os que se reconhecem falíveis podem ser justos. O magistrado não deve buscar coerência no erro, nem se submeter a rótulos que aprisionem sua consciência. O único rótulo que honra o juiz é o da Justiça", afirmou o ministro, na sessão desta terça-feira (21).
"Não deixa de ser curioso, talvez até envaidecedor, que um voto minoritário cause tamanho interesse. Não conhecem a realidade brasileira, não leram o voto que comentaram. Eu, com quase cinco décadas de magistério, e sendo professor, considero lamentável que a seriedade acadêmica tenha sido deixada de lado por um rasgo de militância política", emendou, fazendo referência ao voto dado em setembro na ação contra Bolsonaro.
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