Política

Gestão Bruno Reis é investigada por contratações de empresas envolvidas em esquema de corrupção

MP-BA investiga possível improbidade administrativa na gestão por contratação de empresas envolvidas em esquema criminoso  |  Betto Jr/Secom/PMS

Publicado em 16/07/2026, às 09h41   Betto Jr/Secom/PMS   Matheus Simoni

A Prefeitura de Salvador passou a ser investigada em um Inquérito Civil por conta da contratação de empresas envolvidas em um esquema de corrupção descoberto durante a gestão do prefeito Bruno Reis (União Brasil). A informação foi divulgada através de uma portaria divulgada pelo órgão estadual nesta quinta-feira (16), assinada pelo promotor de Justiça Luciano Taques Ghignone, da 7ª Promotoria de Justiça de Proteção da Moralidade Administrativa e do Patrimônio Público da Capital.

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A investigação abrange as empresas G3 Polaris Serviços, MP2 Construções, Podium Distribuidora, LN Distribuidora e Comércio e WLSP Logística e Transportes pela administração municipal. Elas são as mesmas investigadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (GAECO), órgão do Ministério Público da Bahia (MP-BA), que apontou que licitações foram fraudadas e desviadas por um grupo criminoso que atua na Prefeitura de Salvador há pelo menos oito anos.

Elas foram alvo de uma operação nesta semana, a mesma que culminou com o afastamento do secretário municipal Luciano Sandes, que chefiava a Secretaria Municipal de Manutenção, e o vereador George Reis (PP), conhecido como Gordinho da Favela.

A nova investigação tramita na esfera cível, com foco na eventual prática de atos de improbidade administrativa por parte da gestão de Bruno Reis. Conforme a portaria, a apuração está fundamentada nos artigos 9º, incisos I e VI, e 10, inciso VIII, da Lei Federal nº 8.429/1992, a Lei de Improbidade Administrativa. Esses dispositivos tratam, entre outras hipóteses, de eventual enriquecimento ilícito, obtenção de vantagens patrimoniais indevidas e de ações que possam causar prejuízo ao patrimônio público.

A instauração do procedimento tem como objetivo reunir informações, documentos e demais elementos que permitam verificar a existência ou não de irregularidades nas contratações.

Na última quarta-feira (15), Bruno Reis chegou a comentar a operação e admitiu que já tinha conhecimento da atuação dessas empresas. Ele afirmou que o MP-BA fez um "favor" ao município. "Primeiro agradecemos ao Ministério Público pela apuração. Há muito a Prefeitura já havia em diversas batalhas, seja administrativas, penalizando essas empresas, rescindido contratos, aplicando multas. Estávamos na iminência de decretar a inidoneidade para que elas ficassem impossibilitadas de contratar com o município", declarou o gestor. 

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