Política

Gilmar Mendes barra “golpe parlamentar” e impede ofensiva bolsonarista contra STF; entenda

  |  Victor Piemonte/STF

Publicado em 03/12/2025, às 16h11 - Atualizado às 16h11   Victor Piemonte/STF   Daniel Serrano

A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que determinou que apenas a Procuradoria-Geral da República (PGR) pode propor o impeachment de membros da Corte desarmou um "golpe parlamentar" contra o STF que vinha sendo elaborado para 2027. As informações são do blog da jornalista Andréia Sadi, no portal G1. 

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De acordo com interlocutores do ministro, a decisão seria uma forma de impedir que o Senado, se tiver uma maioria bolsonarista eleita em 2026, avance contra membros do STF. 

Em sua decisão, Gilmar Mendes tirou das mãos dos parlamentares o poder de afastar um ministro do STF, dando esse poder à PGR. Além disso, o decano da Corte definiu que, para abrir um processo, é necessário o quórum qualificado de dois terços dos senadores (54 votos).

Ainda segundo interlocutores de Gilmar Mendes, a decisão era o que faltava para barrar as candidaturas de 2026, que prometiam fazer campanha prometendo o impeachment de magistrados como Alexandre de Moraes

Plano bolsonarista para 2026

A decisão do decano do STF desmontou uma estratégia que vinha sendo elaborada por aliados de Jair Bolsonaro para as eleições do ano que vem. 

Antes de entrar em prisão domiciliar, o ex-presidente demonstrava o seu desejo de eleger maioria no Congresso Nacional, especialmente no Senado, no pleito de 2026. Ter a maioria no Legislativo Federal facilitaria, por exemplo, a articulação da bancada bolsonarista na abertura de processos de impeachment contra ministros do STF. 

“Se vocês me derem, por ocasião das eleições do ano que vem, 50% da Câmara e 50% do Senado, eu mudo o destino do Brasil”, disse Bolsonaro em um ato em São Paulo, em junho. 

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