Política

Governo quer políticos 'lacradores de rede social' fora da CPMI

Ao todo, 16 deputados e 16 senadores devem compor a CPMI, que deve iniciar os trabalhos na próxima semana  |  Antônio Cruz/Agência Brasil

Publicado em 29/04/2023, às 07h38   Antônio Cruz/Agência Brasil   Daniela Pereira

As redes sociais sempre foram uma poderosa arma dos adversários contra os petistas. Diante disso, articuladores do Governo Lula já demonstram preocupação com a presença de “parlamentares influenciadores digitais” na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos atos golpistas.

Ao todo, 16 deputados e 16 senadores devem compor o grupo, que deve iniciar os trabalhos na próxima semana. Até lá, os líderes partidários devem indicar seus representantes, de acordo com a regra de proporcionalidade.

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Segundo informações do Metrópoles, o Palácio do Planalto teria pedido a partidos aliados que indiquem para os indicados terem posicionamento político definido, sem atuação voltada para as redes sociais.  O Planalto avalia que esses parlamentares poderiam prejudicar a estratégia ao tentar lacrar durante as sabatinas.

O senador Sérgio Moro é um dos nomes pleiteado pelo União Brasil para participar da CPMI, mas a decisão ainda não foi tomada. Internautas debocharam do senador Sérgio Moro após ele usar as redes sociais para criticar a movimentação do Governo Lula para vetá-lo da composição da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), grupo que investigará os atos de golpistas.

Na manhã desta sexta-feira, Moro compartilhou um vídeo que indicava a movimentação do Governo com o objetivo de tirá-lo da condução das investigações da CPMI. “O Governo Lula, que diz não ter nada a esconder da CPMI de 08/01, não me quer realizando a investigação. Medo?”, questionou.

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