Política
Publicado em 27/07/2026, às 09h29 Ricardo Stuckert/PR Héber Araújo
O presidente argentino, Javier Milei, acusou o governo brasileiro e o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de promover uma campanha anti-Argentina. A declaração de Milei ocorreu após o governo brasileiro convocar o embaixador do Brasil em Buenos Aires, Julio Bitelli, de volta ao Brasil, além de pedir que o embaixador argentino preste esclarecimentos sobre as falas de Mieli.
As críticas do presidente da Argentina ocorrem após ele atacar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante discurso na convenção do PL, que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro, ocorrida no domingo (26). Ainda conforme Milei, a campanha do Brasil contra seu país teria começado após a derrota para a Espanha na Copa do Mundo.
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“Sabe quem mais colocou dinheiro nesta campanha anti-argentina? O governo do Brasil. 25% dos recursos saíram do governo do Brasil. E depois eles vêm me falar de interferência [...] Além disso, [os brasileiros] desempenharam um papel muito ativo na campanha de 2023. Ou vocês já se esqueceram de que os assessores de Massa [Sérgio Massa, candidato disputou a Presidência da Argentina contra Milei] eram um grupo de brasileiros enviados por Lula? Eles participaram ativamente daquela campanha”, declarou.
Ainda no discurso, o presidente argentino apontou que a esquerda latino-americana estaria fazendo uma “batalha cultural” contra seu governo. O mandatário ainda chamou Lula de “presidiário” e falou que Alexandre de Moraes era um “lixo careca”, classificando como injusta a decisão do ministro que o impediu de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro.
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