Política
Publicado em 12/10/2026, às 11h44 Paulo M Azevedo/BNews Lucas Pacheco e Eduardo Costa
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), criticou nesta segunda-feira (12) a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kássio Nunes Marques, de bloquear o canal de Whatsapp "Exército do Lula", criado pelo deputado federal André Janones (Rede) para mobilizar apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em entrevista com jornalistas durante uma agenda no Subúrbio de Salvador, Jerônimo disse que "não existia fake news" no grupo, alegando que a ação do TSE foi um "boicote".
É fora do normal. A Justiça que tem que organizar as manifestações, tomar decisão para boicotar um movimento legal. Ali não tinha fake, era um grupo de WhatsApp. Já estava batendo quase 4 milhões de seguidores. Inclusive eu estava lá, eu estou lá, estou seguindo o grupo", afirmou Jerônimo.
"Felizmente um juiz derrubou aquela decisão e a gente pode ver a democracia reinar. Desde que não exista fake, mentiras ou deteriore a imagem de alguém, os movimentos, inclusive nas redes sociais, têm que ser autónomos", declarou.
Receba as principais notícias de Política no canal do BNews no WhatsApp!
O corregedor do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Ricardo Villas Boas Cueva, suspendeu a decisão do presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, que determinou a derrubada do canal "Exército de Lula".
Na decisão, Cueva determina o retorno provisório do canal. Agora, a palavra final caberá ao plenário da Corte.
Jerônimo ainda celebrou o discurso feito por ele no domingo (11) em um ato de Lula na Avenida Paulista, em São Paulo, afirmando que tinha quatro nordestinos no palanque.
"Ali na Avenida Paulista, com aquela multidão, falaram quatro nordestinos: três governadores eleitos — eu, Elmano do Ceará, Rafael do Piauí — e o presidente Lula, quatro nordestinos. Cada um dando uma mensagem, mas cada um dizendo aos nordestinos que construíram São Paulo, aos nordestinos e descendentes que moram em São Paulo, que o Brasil precisa de um presidente como o Lula. Ali foi uma palavra firme e eu me dirigi ao povo de São Paulo dizendo que nós não podemos nos dividir. Nenhum estado é maior do que o outro, mas nós temos que respeitar uns aos outros", disse,
Sobre as manifestações à favor da reeleição de Lula, o governador afirmou que tem pedido para aliados políticos não tomarem os palanques dos atos, pois, segundo ele, o espaço deve ser tomado pela militância estudantil.
"Ontem aqui em Salvador aconteceram quatro eventos e eu pedi para o povo meu, para os deputados, para os partidos participarem, se envolverem, mas não tomarem o palanque. O palanque é do movimento, a autonomia é do movimento e temos que respeitar. Quem quiser participar, participe no seu lugar de deputado, de senador, de governador, mas como militante. Quem está a coordenar o movimento é... alguns dos movimentos têm sido o movimento estudantil, a juventude, e eu quero muito que isso se espalhe por toda a Bahia", declarou.
Alexandre Frota expõe ator da Globo após deboche sobre Lula e faz desabafo: 'Dividimos prato de comida'
Deputado compara mobilização pró-Lula em 2026 à campanha de 1989 contra Collor