Política

Jerônimo defende progressão parcial em escolas e expõe modelo da Prefeitura de Salvador

Jerônimo compara a política educacional da Bahia com a de Salvador e Goiás, buscando desmistificar as críticas recebidas.  |  Reprodução/Youtube

Publicado em 28/07/2026, às 19h19 - Atualizado às 19h19   Reprodução/Youtube   Daniel Serrano

O governador da Bahia e pré-candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), rebateu nesta terça-feira (28) as críticas da oposição sobre a política de progressão parcial adotada na rede estadual de ensino.

Durante entrevista ao programa Se Liga Bocão, da rádio Baiana FM (89,3), o petista afirmou que o modelo não representa aprovação automática e destacou que o procedimento também é utilizado pela Prefeitura de Salvador e pelo estado de Goiás.

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Ao defender a política educacional,  o governador comparou a regra adotada pela rede estadual baiana com a aplicada em outras administrações, citando diretamente a Prefeitura de Salvador e o governo de Goiás, comandado por Ronaldo Caiado (PSD), aliado político do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil).

"Pergunta se a Prefeitura de Salvador segue isso, segue isso. A Prefeitura de Salvador usa essa mesma regra. Pergunta se Goiás tem isso. Tem isso. É combinar o jogo", declarou.

Jerônimo explicou que o sistema permite a progressão apenas para estudantes que ficam em dependência de um número reduzido de disciplinas. Segundo ele, aqueles que reprovam em três ou quatro matérias precisam repetir o ano letivo, enquanto os demais passam a receber acompanhamento pedagógico específico.

"Se você perdeu em três ou quatro disciplinas, paciência. Vá fazer seu curso de novo. Mas se você perdeu uma disciplina, duas, o que a escola faz? Chama o conselho e condiciona. Tem que ter acompanhamento pedagógico. Não é largar o menino para se virar sozinho", explicou.

O governador também afirmou que o governo estadual prepara uma campanha para esclarecer o funcionamento da política educacional e evitar, segundo ele, a disseminação de informações equivocadas sobre o tema.

"Nós estamos preparando um material para explicar ao povo. Às vezes colocam as mães e os pais contra a gente. Eu sou professor, sou pai de família, eu tenho filho. Eu não gostaria que promovessem qualquer investimento que meu filho não aprendesse. Eu não aplico aos outros o que eu não quero que apliquem a mim", concluiu.

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