Política

Kleber Rosa diz que governador do Rio promoveu assassinato em massa para se eleger: “Quer ser senador”

Na avaliação de Rosa, a operação que deixou mais de 130 mortes tem viés eleitoreiro  |  Arquivo / Bnews

Publicado em 30/10/2025, às 09h10   Arquivo / Bnews   Anderson Ramos

O pré-candidato a deputado estadual Kleber Rosa (PSOL) classificou como um “massacre” a megaoperação contra o Comando Vermelho (CV) no Rio de Janeiro na última terça-feira (28) que resultou na morte de mais de 130 pessoas.  

Em entrevista ao programa Giro Baiana da Rádio Baiana FM (89,3 FM) nesta quinta-feira (30), Rosa culpou o governador Cláudio Castro(PL) pelas mortes e afirmou que a operação teve viés eleitoreiro, já que Castro pretende se candidatar ao Senado nas eleições do ano que vem.

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“Não podemos classificar o que aconteceu sem que seja como um massacre, uma chacina, um assinato em massa. Houve assassinato em massa sobre o comando do governador do Rio de Janeiro. É necessário que o governador seja responsabilizado por estas mortes”, iniciou o psolista. 

“É uma pirotecnia eleitoral. O governador do Rio quer se eleger senador e neste momento chama atenção para si para dialogar com a opinião pública do Rio, que acredita que é assim que se faz política de segurança”, completou.

Na avaliação dele, operações com números expressivos de mortes, como a que foi realizada no Rio, são bem avaliadas pela opinião pública, mas atrapalham o verdadeiro combate ao crime organizado.

“É justamente a orientação pela opinião pública que fazem com que os governos diversos escolham fazer pirotecnia quando a gente fala sobre segurança pública, quase sempre se respaldando atrás de políticas de estruturamento da polícia, de contratação de mais policiais, o que costuma dialogar com aquilo que a opinião pública aceita, que é polícia na rua, sirene, confronto e morte”,  disse Rosa.

“É isso que costuma orientar esses governos, mas a gente sabe que na verdade isso não faz a segurança pública. Não estamos vencendo o crime organizado quando o estado escolhe promover mortes. Existe um investimento vultuoso de recursos públicos para o combate às drogas, mas na real não existe combate. As drogas continuam circulando, o tráfico continua enriquecendo, as facções continuam tendo controle de territórios. A escolha midiática que esses governos fazem para dialogar com a opinião pública visando se sair bem nas eleições e no apoio popular não dá resultado concreto e continuamos vivendo sob um ambiente de guerra e de extrema violência”, concluiu.

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