Política
Publicado em 01/10/2026, às 23h33 Reprodução / Youtube Davi Lemos
O ex-candidato à Prefeitura de São Paulo Pablo Marçal aproveitou a live de Flávio Bolsonaro (PL), realizada nesta quinta-feira (1º), para fazer um apelo ao ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), candidato à Presidência, para que apoie Flávio e aceite um eventual convite para comandar o Ministério da Segurança Pública em seu governo.
“Quero falar para o Caiado para ele parar de fazer o que ele está fazendo. Por quê? Porque ele poderia ser o melhor ministro da Segurança Pública da história. Caiado, está em tempo ainda, estou do lado aqui do Flávio”, afirmou Marçal. Em seguida, elogiou a atuação do governador goiano e disse que Flávio teria uma avaliação positiva sobre ele.
Marçal também pediu que outros candidatos de direita reconsiderassem suas estratégias na reta final da campanha. Ao se dirigir a Romeu Zema (Novo), afirmou: “Zema, por favor, você já viu que não tracionou. Vem andar com a gente”. Sobre Augusto Cury (Avante), disse respeitar o candidato e destacou que teria interesse em incorporar algumas de suas ideias.
Na avaliação de Marçal, a divisão entre os candidatos deveria ser deixada de lado diante do que considera um “mal maior”. “Nós temos que quebrar nossas diferenças”, afirmou. Ele também declarou apoio a Flávio Bolsonaro: “Eu confio no Flávio Bolsonaro”.
Durante a transmissão, Marçal criticou ainda o que chamou de tentativas de restringir a comunicação de integrantes da direita. “Eles estão tentando cercear todos os nossos direitos”, disse, ao citar as restrições impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e a dificuldade, segundo ele, de controlar a circulação de informações pelas redes sociais.
Marçal afirmou que decidiu apoiar Flávio apesar de não ter conseguido disputar a eleição presidencial e disse que pretende permanecer no Brasil. “Eu poderia ficar ‘chateadinho’, igual alguns ficam aí. Ah, não vai deixar disputar? Então também não vou ajudar. Vou ajudar sim”, declarou.
Ao justificar o apoio, Marçal disse que os eleitores não precisariam necessariamente ter entusiasmo pela candidatura. “Você precisa entender que o Flávio é um remédio. Não adianta”, afirmou. Na sequência, mencionou Augusto Cury e disse ter apresentado ao candidato algumas ideias que poderiam ser incorporadas a um eventual governo.
No encerramento do apelo aos adversários, Marçal voltou a defender a união entre os candidatos. “Nós temos que quebrar nossas diferenças”, repetiu. O apoio público a Flávio e o convite a Caiado para uma eventual pasta de Segurança Pública ocorreram durante a transmissão realizada pelo candidato do PL na noite desta quinta-feira.
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