Política

Luiz Fux abre divergência e vota pela absolvição do núcleo 4 da trama golpista

Fux voltou a divergir dos demais e votou a favor da absolvição, assim como o fez no julgamento de Bolsonaro  |  Gustavo Moreno/STF

Publicado em 21/10/2025, às 18h18   Gustavo Moreno/STF   Héber Araújo

Repetindo o feito durante o julgamento do núcleo crucial da trama golpista, o ministro Luiz Fux abriu divergência dos demais ministros e, novamente, votou pela absolvição dos réus do núcleo 4, chamado de núcleo da desinformação. Assim o placar está 2x1 pela condenação, dos sete réus deste núcleo 4.  

Em setembro, Fux condenou apenas dois réus, absolvendo os demais, dentre os quais estava o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).  

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Ao proferir seu voto, o ministro brincou afirmando que seria mais sucinto do que a votação do julgamento de Bolsonaro, em que proferiu o voto por 14 horas. Entretanto, afirmou que não encontrou provas o suficiente para condenar os acusados pelos crimes apontados pela PGR.  

Fux ainda afirmou que não foi possível basear a condenação em cogitações ou atos preparatórios, argumentando ainda que o direito penal só pune quando há execução concreta de um crime e, segundo ele, esse caso não se aplica neste caso. Ele ainda reforçou que não vê conexão entre os eventos do 8 de janeiro e do Plano Punhal Verde e Amarelo.  

“Mantenho a minha percepção de que nós tivemos três momentos. Tivemos o momento do processo eleitoral, tivemos o momento do Plano Punhal Verde Amarelo e tivemos o momento do 8 de janeiro. Eu não enxergo nenhuma conexão entre esses fatos”.  

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