Política
Publicado em 11/09/2026, às 18h41 Luiz Silveira/STF Davi Lemos
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), reforçou o esquema de segurança pessoal realizado pela Polícia Federal desde que passou a relatar processos relacionados ao Banco Master e às investigações sobre desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O magistrado passou a utilizar carro blindado e colete à prova de balas, enquanto a proteção de familiares também teria sido ampliada.
Pessoas próximas ao ministro afirmam que a adoção das medidas está relacionada à gravidade das informações obtidas durante as investigações e ao receio de que Mendonça pudesse sofrer algum tipo de atentado. Nesse contexto, também teria surgido entre integrantes de seu entorno a preocupação com uma possível “queima de arquivo”. Por questões de segurança, detalhes sobre o esquema de proteção não foram divulgados.
O reforço ocorreu em meio à decisão de Mendonça de retirar o sigilo de um relatório que trouxe novas informações sobre as investigações e acabou aumentando a tensão dentro do STF. A divulgação do documento expôs episódios e relações considerados sensíveis e ampliou o escrutínio sobre integrantes da Corte, além de elevar a pressão política em torno dos casos.
A situação se desenrola em um período de forte desgaste institucional do Supremo, marcado por críticas a decisões de ministros, embates políticos e cobranças do Congresso por mudanças no Judiciário. Nesse cenário, informações envolvendo diretamente integrantes da Corte passaram a ter repercussão que vai além dos processos judiciais e alcança o ambiente político e institucional.
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