Política

Ministro da Saúde diz que SUS está preparado para receber venezuelanos afetados pelos ataques dos EUA

Ministro Alexandre Padilha afirma que SUS está preparado para atender venezuelanos afetados pelos ataques dos EUA e minimizar impactos na saúde pública  |  Valter Campanato/Agência Brasil

Publicado em 03/01/2026, às 09h17   Valter Campanato/Agência Brasil   Redação Bnews

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou neste sábado que o Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro está pronto para atender venezuelanos que possam ser impactados pelos ataques dos Estados Unidos à Venezuela. Em mensagem nas redes sociais, Padilha reforçou que o Brasil cuidará “de quem precisar ser cuidado, em solo brasileiro”.

Segundo o ministro, a preparação envolveu a mobilização da Agência do SUS, da Força Nacional do SUS e das equipes de Saúde Indígena, com o objetivo de minimizar os efeitos do conflito na saúde pública do país.

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Nós da @minsaude sempre queremos e trabalhamos pela PAZ. Nada justifica conflitos terminarem em bombardeio. Guerra mata civis, destrói serviços de saúde, impede o cuidado às pessoas. Quando acontece em um país vizinho, o impacto é múltiplo para o nosso povo e sistema de saúde. O…

— Alexandre Padilha (@padilhando) January 3, 2026

A manifestação de Padilha foi a primeira do governo brasileiro após os ataques norte-americanos, que incluíram explosões em Caracas e sobrevoos de helicópteros militares, e a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, conforme anunciado pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

Nos últimos meses, o governo brasileiro vinha monitorando a situação e adotando medidas diplomáticas para evitar uma escalada do conflito. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a participar de reuniões internacionais, incluindo a COP30 e encontros da Celac, buscando reforçar a América Latina como zona de paz.

A Venezuela enfrenta uma grave crise migratória, com mais de 9 milhões de pessoas que deixaram o país desde 2013, segundo o Observatório da Diáspora Venezolana, e a Acnur aponta o país como a maior fonte de refugiados do mundo, com 6,3 milhões de pessoas.

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