Política
Publicado em 03/06/2025, às 06h24 Reprodução Rebeca Santos
O atual ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz (PDT), se reuniu com o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, dentro do ministério no início do governo Lula, em janeiro de 2023.
O encontro ocorreu nas dependências do ministério e teve a presença de três ex-dirigentes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) investigados por supostamente receberem propina para beneficiar entidades ligadas a fraudes contra aposentados, conforme revelado pelo Metrópoles.
Na época, Wolney (foto ao centro) ainda era deputado federal e havia sido indicado para o cargo de secretário-executivo da pasta, posição que assumiria um mês depois.
Ele atuou como número dois de Carlos Lupi (PDT) até maio deste ano, quando o então ministro renunciou após a Operação Sem Desconto, da Polícia Federal (PF), que desbaratou um esquema com lucro estimado em R$ 6,3 bilhões desde 2019.
Além do Careca do INSS, participaram da reunião, realizada em 12 de janeiro, os então diretores do INSS André Fidelis (Benefícios) e Alexandre Guimarães (Governança), além do procurador-geral do órgão, Virgílio Oliveira Filho, afastado do cargo em abril por decisão judicial.
O encontro não estava registrado na agenda oficial de nenhum dos envolvidos. Como Wolney ainda exercia mandato parlamentar, não havia obrigação de divulgar seus compromissos.
Em nota ao Metrópoles, o ministro declarou que “a agenda foi organizada e conduzida” por Virgílio Oliveira Filho, “com o intuito de apresentar ao futuro secretário-executivo um panorama técnico da pasta no âmbito do processo de transição”. De acordo com a resposta, o grupo foi formado por ele “sem anuência prévia de Wolney sobre os participantes”.
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