Política

Wolney Queiroz: Saiba quem é novo ministro da Previdência Social após demissão de Carlos Lupi

Bruno Spada / Câmara dos Deputados
O presidente Lula confirma Wolney Queiroz como novo ministro da Previdência após a saída de Carlos Lupi devido a escândalo de fraudes.  |   Bnews - Divulgação Bruno Spada / Câmara dos Deputados
Thiago Teixeira

por Thiago Teixeira

thiago.teixeira@bnews.com.br

Publicado em 02/05/2025, às 22h50 - Atualizado às 22h55



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convidou o ex-deputado federal Wolney Queiroz para ser o novo ministro da Previdência Social, após a saída de Carlos Lupi. A informação foi confirmada pelo Palácio do Planalto nesta sexta-feira (2).

Lupi pediu demissão após desgastes no governo por conta do escândalo da fraude nos benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que pode ter desviado até R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas.

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Wolney Queiroz atualmente é secretário-executivo da Previdência Social, e era o número 2 de Carlos Lupi. Ele nasceu em Caruaru, Pernambuco, e é o atual secretário-executivo do Ministério da Previdência — o segundo cargo mais importante do ministério.

Filiado ao PDT — mesmo partido do qual Lupi é presidente licenciado — Queiroz exerceu seis mandatos consecutivos como deputado federal por Pernambuco desde 1995. Em 2022, Wolney Queiroz assumiu a liderança da oposição ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados, representando um bloco formado por diversos partidos de esquerda. No mesmo ano, disputou a reeleição, mas não obteve êxito.

Saída de Lupi

Lupi participou de reunião do Conselho Nacional da Previdência Social, em 2023, na qual foi alertado sobre fraudes no INSS. As primeiras medidas para coibir as irregularidades foram tomadas quase um ano depois. Wolney estava na reunião também.

Ele se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Palácio do Planalto, às 16h, para oficializar a saída. As investigações apontam um prejuízo estimado em R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. Lupi teria sido aconselhado por aliados do PDT a deixar o cargo para tirar o foco da crise, com a orientação de reforçar o discurso de que os problemas começaram ainda no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O caso veio à tona na última semana, após a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagrarem a Operação Sem Desconto e revelarem um esquema que pode envolver desvio de até R$ 6,3 bilhões de aposentadorias e pensões de beneficiários do INSS.

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