Política

Moraes é acusado de pressionar PF e Banco Central em fraude bilionária do Banco Master

Moraes nega ter coagido o presidente do Banco Central, mas a situação levanta questões sobre sua influência nas investigações.  |  Antônio Augusto/STF

Publicado em 24/12/2025, às 15h04 - Atualizado às 15h04   Antônio Augusto/STF   Daniel Serrano

Banqueiros e autoridades de Brasília revelaram que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes teria manifestado a integrantes da Polícia Federal (PF) interesse no andamento das investigações sobre uma suposta fraude de R$ 12,2 bilhões na operação de venda do Banco Master para o BRB. As informações são da coluna da jornalista Mônica Bergamo, no jornal Folha de S.Paulo.

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De acordo com a publicação, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, teria informado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o caso. Lula teria respondido: "Faça o que for necessário".

A esposa do ministro do STF, Viviane Barci de Moraes, é advogada do Master e seu escritório firmou um contrato avaliado em R$ 129 milhões com a instituição financeira.

Ainda segundo a jornalista, ao ser questionado sobre a suposta pressão de Moraes, o delegado-geral da PF negou ter conversado com o ministro do STF sobre as investigações. “Eu já ouvi isso por aí, mas é mentira. O ministro Alexandre de Moraes nunca falou comigo sobre esse assunto", disse Rodrigues, que também não teve qualquer conversa com Lula sobre o tema.

Em novembro, o presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi preso por suposta irregularidade na venda da instituição financeira.

O diretor-geral da PF não teria sido o único pressionado por Moraes. De acordo com a coluna de Malu Gaspar, do jornal O Globo, o ministro do STF também teria coagido o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em defesa de interesses do Master.

Em nota, Moraes nega que tenha feito pressão sobre Galípolo e que conversou com o presidente do BC apenas sobre as sanções impostas a ele pela Lei Magnitsky.

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