Política
Publicado em 11/10/2026, às 15h07 Reprodução Lucas Pacheco
O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, neste domingo (11), a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, que suspendeu o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). Lula também prometeu reagir: “Não vamos aceitar intromissão indevida da justiça eleitoral na eleição.”
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Segundo Lula, a iniciativa está dentro das regras eleitorais.
“Nós não vamos permitir que seja fechado um canal que um deputado que está pedindo para pessoas que querem votar em mim para participar de um canal do Exército Lula. Não é possível que a Justiça Eleitoral não queira um comportamento civilizado, republicano, de permitir que as eleições fluam sem interferência da Justiça”, declarou.
O presidente afirmou ainda perceber que o comportamento da Corte eleitoral está mais tendencioso a bloquear mais apoiadores do seu campo político.
“Nós vamos hoje entrar na Justiça com o pedido do nosso partido, da nossa força, para que a gente equilibre esse jogo”, destacou.
Veja:
Decisão
A decisão de Nunes Marques foi publicada na manhã de domingo (11). Segundo o documento, a Meta tinha até três horas para cumprir após a notificação de suspender o canal criado por Janones criado para mobilizar apoiadores de Lula e distribuir áudios, vídeos e orientações de campanha. O grupo já tinha mais de 3 milhões de seguidores.
Na petição que questionava o canal, Flávio Bolsonaro acusou a estrutura de orientar os integrantes a agir “como robôs” e compartilhar de forma massiva afirmações falsas.
Nunes Marques ainda determinou que o canal deve ficar fora do ar até a homologação do resultado do segundo turno.
Divergência com corregedor do TSE
Em uma outra ação em que Flávio Bolsonaro questionava o mesmo canal, o corregedor do TSE, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, deu o prazo de cinco dias para que Janones e o presidente Lula se manifestassem. Da mesma forma, determinou que Flávio apresentasse informações detalhadas sobre cada publicação questionada e as supostas provas, além de verificar se havia “sobreposição” de ações. Mas, em menos de 24h horas, em outro processo, Nunes Marques tomou a decisão de suspensão.
Ciente da sobreposição, o próprio Nunes Marques determinou o envio de uma cópia de sua decisão a Cueva “para as providências que entender cabíveis”.
No Instagram, André Janones reagiu e chamou a medida de “censura”.
“Só que eles vão sentir agora a força de 3,3 milhões de pessoas unidas. Nós não vamos nos calar. Nós vamos continuar. Eles me proibiram, inclusive, de criar outro canal, sem nenhuma argumentação”, declarou no vídeo. O deputado federal reeleito destacou que criará uma página no Instagram com o mesmo nome do canal, Exército do Lula. “Aí eles não terão como derrubar.”
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