Política

Ódio a mulheres pode se tornar crime equivalente ao racismo

Texto foi aprovado na CCJ do Senado na quarta-feira (22)  |  Edilson Rodrigues/Agência Senado

Publicado em 23/10/2025, às 08h52   Edilson Rodrigues/Agência Senado   Redação

Ler resumo da notícia

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senadoaprovou, na quarta-feira (22), um projeto de lei que equipara a misoginiaao crime de racismo. Acatado por 13 votos a dois em caráter terminativo, o texto segue para a Câmara dos Deputados, caso não haja recurso para votação em Plenário. 

O PL nº 896/2023, de autoria de Ana Paula Lobato (PDT-MA), define misoginia como a conduta que manifeste ódio ou aversão às mulheres, baseada na crença da supremacia do gênero masculino. A proposta altera a Lei do Racismo (Lei 7.716, de 1989) para tipificar a misoginia como crime de discriminação. 

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Pelo projeto, o primeiro artigo da norma passa a ter a seguinte redação: "Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional ou praticados em razão de misoginia”.

A relatora da proposta, Soraya Thronicke(Podemos-MS), deu parecer favorável ao texto. Para ela, a misoginia deve ser considerada crime coletivo, que atinge todas as mulheres, não apenas vítimas isoladas. 

“Sempre tive dificuldade em compreender certas formas de preconceito, mas, depois de estudar o tema e viver isso como parlamentar, percebi o quanto a misoginia está enraizada no cotidiano. Muitas vezes, as pessoas acham que podem se sobrepor a nós, mulheres, apenas pelo fato de sermos mulheres. É por isso que esse projeto é tão necessário”, afirmou Soraya. 

De acordo com a matéria, a criminalização da misoginia complementa o arcabouço jurídico de combate à discriminação e reafirma o compromisso do Estado com a igualdade de gênero. A senadora ressaltou que a proposta não se destina a punir piadas ou comentários de mau gosto, mas condutas graves que expressem ódio ou rejeição às mulheres. 

Classificação Indicativa: Livre


TagsJustiçacrimeSenadoCCJdiscriminaçãoracismoigualdadeGêneromisoginiaSoraya ThronickeAna Paula Lobato

Leia também


Eduardo Bolsonaro: Líder do PT reage ao arquivamento de cassação pelo Conselho de Ética


Gleisi reage após processo contra Eduardo Bolsonaro ser barrado: 'Vergonhoso'