Política

Operação Overclean: Grupo suspeito usa peixaria na Bahia para lavar R$ 1,4 bilhão em contratos fraudulentos

Segundo a PF, Peixaria Corno do Camarão era uma das bases para lavar dinheiro de contratos públicos  |  Divulgação / PF

Publicado em 03/01/2025, às 11h26 - Atualizado às 11h29   Divulgação / PF   Yuri Pastori

O grupo suspeito no âmbito da Operação Overclean usou a Peixaria Corno do Camarão, na Bahia, como uma das bases para lavar dinheiro de contratos públicos fraudulentos e movimentou R$ 1,4 bilhão em verbas. As informações são da coluna de Mirelle Pinheiro do portal Metrópoles. 

A peixaria fica a 1 km da Superintendência da PF em Salvador, que apura o esquema. O estabelecimento atende redes de hotéis e restaurantes da região e abre, diariamente, por volta das 4h da manhã com movimento intenso.

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O comércio, que opera com o nome empresarial Luiz Henrique Cruz Barreto LTDA,  era ponto de encontro para operadores do esquema. De acordo com as investigações, o estabelecimento recebia transferências de empresas do grupo criminoso, como a FAP Participações, e devolvia o dinheiro em espécie, após descontar uma “taxa de serviço”. 

No período de janeiro de 2022 a abril de 2024, a Corno do Camarão recebeu R$ 2,93 milhões em transferências. Além da Corno do Camarão, outras peixarias eram utilizadas pelo grupo localizadas no Mercado de Itapuã e o Mercado do Peixe, na Cidade Baixa, e movimentaram um total de R$ 6,78 milhões.

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Segundo as investigações, a peixaria tinha funcionários de fachada e os sócios registrados eram “laranjas”, incluindo beneficiários de programas sociais e trabalhadores de baixa renda sem vínculo real com o empreendimento.

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