Política
Publicado em 29/03/2025, às 19h00 - Atualizado às 19h01 Reprodução Rebeca Santos
O Partido Novo decidiu entrar com uma representação no Conselho de Ética da Câmara contra o líder do PT, Lindbergh Farias (PT), em resposta a uma queixa-crime apresentada por ele contra o deputado Marcel Van Hatten (Novo-RS) na Procuradoria-Geral da República (PGR).
O conflito teve início após declarações de Van Hatten na tribuna da Câmara na última quinta-feira (27), mesmo dia em que o Supremo Tribunal Federal tornou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) réu por acusações de golpe de Estado.
O parlamentar do Novo afirmou que "a organização que hoje está no STF é mafiosa" e estaria pressionando figuras como Gilberto Kassab, Deltan Dallagnol e Ricardo Salles, "puxando processos de volta ao STF para, segundo a própria imprensa, chantagear a classe política e a população".
Em represália, Lindbergh Farias protocolou na PGR, na sexta-feira (28), uma representação criminal por crimes contra a honra.
O petista argumentou que a imunidade parlamentar não protege falas "estranhas ao exercício do mandato legislativo" e pediu ação penal, além de medidas civis e administrativas contra Van Hatten.
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