Política
Publicado em 12/02/2025, às 12h22 Domingos Junior / BNews Lucas Pacheco
O líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), avaliou como "pertinente" a possibilidade de redução das penas dos condenados por envolvimento nos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023. A declaração foi dada ao jornal o Estado de São Paulo.
"Pessoalmente acho que a anistia, não. Anistiar é estimular outra vez. Sou contra e não sei se é fácil passar aqui. Está cada dia mais provado que havia um plano. Modular as penas é um problema do Judiciário, que eu acho razoável, porque teve gente que veio na turba. Eu acho que a modulação é pertinente, porque os inspiradores e financiadores é que deviam ter pena mais forte. Tem uma porção de gente que não sei se veio para passear ou para efetivamente bagunçar. Mas não dá para anistiar. Mesmo o pessoal que grita por anistia, essa coisa não passa fácil perante a opinião pública", disse ao periódico.
Wagner também comentou sobre o projeto de anistia defendido pela oposição na Câmara e no Senado e que tem ganhado mais coro entre os parlamentares.
"Porque fez dois anos. Como está apertando, eles provavelmente querem salvar os financiadores e o próprio Bolsonaro, que estimulou (um golpe). Esse tipo de crime, para mim, é um dos mais graves que tem, que é pregar um regime autoritário, questionar uma eleição. Por isso acho que não é fácil a anistia, não tem um fim de um ciclo para justificar isso", disse ao O Estado de São Paulo.
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