Política

Prefeito de Ilhéus e aliado que tenta eleição são alvos de operação da PF

Candidato a prefeito Bento Lima , aliado de Mário Alexandre, também foi alvo da operação da PF  |  Divulgação

Publicado em 26/09/2024, às 07h46 - Atualizado às 07h58   Divulgação   Redação

O prefeito de Ilhéus (BA), Mário Alexandre (PSD) e o seu aliado candidato a prefeito Bento Lima (PSD) são alvos de buscas em uma operação da Polícia Federal (PF) que investiga supostos crimes de corrupção, desvios de recursos, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

🔔 Seja o primeiro a saber! Siga o CANAL DO BNEWS NO WHATSAPP e receba as notícias quentinhas. Clique e ative o sininho!

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

As buscas acontecem nesta quinta-feira (26) e foram autorizadas pela Justiça Federal na casa e gabinete de Mário Alexandre na prefeitura. Além do prefeito e ex-secretario de Gestão, o ex-procurador-geral do município, Jefferson Domingues Santos, outras duas pessoas e duas empresas são alvos de busca.

A operação Barganha teve mandados cumpridos em Ilhéus, Itabuna, Vitória da Conquista, Salvador e Lauro de Freitas. Os valores dos contratos investigados ultrapassam os R$ 90 milhões. Foi determinada a quebra de sigilo bancário e fiscal dos investigados.


Na casa de um dos empresários investigados foi encontrada uma quantia superior a R$ 700 mil em espécie. As investigações são baseadas na delação premiada de um alvo de operação anterior da PF, a Anóxia, em 2020, que investigou desvio de dinheiro federal destinado a enfrentamento da Covid.

Bento Lima recebia a propina destinada ao prefeito, segundo o delator,  vinda de recursos destinados pela prefeitura para a manutenção de um hospital de campanha durante a pandemia.

Segundo o delator, o prefeito de Ilhéus negociava recebimento de propina em contrato de serviços de coleta de lixo. O então procurador Jefferson Santos deu o parecer favorável à contratação. O acordo previa metade do lucro da empresa contratada para o prefeito. Bento Lima resistia à contratação, pois recebia propina da empresa que já prestava serviços para a Prefeitura.

Ainda segundo o delator, o prefeito teria recebido dos empresários como propina por esse segundo contrato, parte do valor de um carro comprado para a mulher dele. O valor de R$ 80 mil teria vindo de recursos federais utilizados para pagar o serviço de terceirização de mão de obra. A compra do veículo está registrada no Departamento Estadual de Trânsito (Detran-BA). Gastos com festas do prefeito também foram pagos.

Classificação Indicativa: Livre


TagsPFIlhéusoperaçãobnews

Leia também


CPI do transporte de Porto Seguro: Relatório aponta irregularidades na prestação dos serviços


Justiça garante direito de resposta ao prefeito de Itabuna nas redes sociais de Pancadinha; entenda o caso