Política

Prefeito que agrediu jornalista renuncia ao cargo após ser alvo de operação da PF

O prefeito entregou o pedido de renúncia por meio de um ofício enviado à Câmara Municipal de Macapá  |  Divulgação

Publicado em 05/03/2026, às 10h32   Divulgação   Rebeca Santos

O prefeito de Macapá, Antonio Paulo de Oliveira Furlan, conhecido como “Dr. Furlan” (PSD), renunciou ao cargo depois de ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF).

Ele entregou o pedido de renúncia por meio de um ofício enviado à Câmara Municipal de Macapá na manhã desta quinta-feira (5). 

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No ofício, endereçado ao presidente da Câmara, Pedro DaLua, Furlan avisa que está deixando o mandato de prefeito para o qual foi eleito em 2024.

No texto, o agora ex-prefeito explica que toma essa decisão por causa de um “anseio público” para que ele dispute o governo do Amapá nas eleições de 2026. Pela lei eleitoral, para concorrer ao governo do estado, ele precisaria renunciar ao cargo de prefeito.

“Venho apresentar formalmente a minha renúncia ao mandato de prefeito municipal de Macapá”, escreveu Furlan no documento, que tem data de quarta-feira (4/3).

A renúncia acontece um dia depois de ele ter sido alvo de uma operação da Polícia Federal. Além disso, ele já havia sido afastado do cargo de prefeito por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). No documento de renúncia, Furlan não falou sobre a investigação.

No ano passado, o prefeito já agrediu um jornalista durante vistoria às obras de um hospital localizado na zona norte da cidade.

O momento da agressão foi filmado e repercutiu nas redes sociais. No vídeo, Furlan se irrita com a pergunta do blogueiro Heverson Castro sobre o atraso nas obras, iniciadas em 2023.

“Está demorando ou está dentro do prazo a obra?”, questiona o jornalista. O prefeito afasta o microfone e, em seguida, parte para cima de outro repórter, chegando a aplicar um “mata-leão” em um homem de boné.

Em nota, a Prefeitura de Macapá alega que o prefeito reagiu a agressões verbais e físicas por parte de Heverson Castro e de dois homens que acompanhavam o blogueiro. O comunicado afirma que duas servidoras também teriam sido agredidas e prestaram queixa à Polícia Civil.

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