Política

Sinjor-BA diz que Diego Castro provocou confusão na Ufba ‘para viralizar’ e cobra postura da Alba

Moacy Neves afirmou que deputado teria ido à universidade para gerar “cortes” nas redes sociais, chamou seus acompanhantes de “jagunços” e questionou Ivana Bastos sobre eventual vínculo deles com a Alba  |  Confusão entre o deputado estadual Diego Castro (PL) e estudantes da UFBA - Reprodução/Redes Sociais

Publicado em 20/08/2026, às 12h52 - Atualizado às 12h53   Confusão entre o deputado estadual Diego Castro (PL) e estudantes da UFBA - Reprodução/Redes Sociais   Eduardo Costa

O dirigente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado da Bahia (Sinjor-BA), Moacy Neves, se pronunciou nesta quinta-feira (20) sobre a confusão envolvendo o deputado estadual, Diego Castro (PL), e estudantes da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador, na manhã desta quinta.

Segundo Moacy, o objetivo do deputado no local era "conseguir cortes para as redes sociais".

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"O senhor Diego Castro, deputado estadual, invadiu a instituição esta manhã, protegido por cinco jagunços, para provocar estudantes e professores. Com o discurso de que 'estudantes e professores gastam dinheiro público para fazer campanha do PT', ele quase conseguiu o que provavelmente queria: um confronto para gerar cortes às suas redes sociais", diz Moacy em nota divulgada à imprensa.

O dirigente da SinjorBA afirmou ainda que a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) "não merece" esse tipo de parlamentar e pediu um posicionamento da presidente Casa, Ivana Bastos (PSD).

"A Assembleia Legislativa da Bahia não merece este tipo de deputado. Casa por onde já passou Coriolano Sales, Luiz Nova, Luiz Cabral, José Amando, Paulo Jackson, Eujácio Simões, Roque Aras, políticos de direita e esquerda que honravam a função que ocupavam, é triste ver o que o eleitor baiano tem elegido. A perguntar se esses jagunços que o acompanhavam estão sendo pagos pela Alba. Atenção, deputada Ivana Bastos", diz o dirigente.

Confusão

Na manhã desta quinta-feira (20), o deputado estadual e candidato à reeleição, Diego Castro (PL), foi até a Faculdade de Comunicação da UFBA para, segundo ele, remover adesivos em apoio ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo Tobias Muniz, diretor do Centro Acadêmico da Faculdade de Comunicação da UFBA, a confusão começou após ele questionar o deputado sobre a gravação de um conteúdo no banheiro feminino da universidade. “Ele começa a me chamar de vagabundo, me desrespeitar, me xingar e de capanga”, relatou.

Ainda segundo o estudante, o parlamentar teria subido para o segundo andar da faculdade e provocado um tumulto entre os alunos. “Ele cria um tumulto quando ele sobe para o segundo andar para fazer mais zoada e movimentar os estudantes da Faculdade de Comunicação, a sair de suas aulas”, afirmou.

Muniz também acusou o deputado de ter agredido o diretor da Faculdade de Comunicação. “Nesse processo ele agride o professor da Faculdade de Comunicação”, disse. O diretor do Centro Acadêmico afirmou ainda que outros estudantes teriam sido agredidos durante a confusão.

Após o episódio, segundo Tobias, os estudantes organizaram uma assembleia e pretendem registrar um boletim de ocorrência. “Nós vamos prestar queixa sobre esse ocorrido, registrar boletim de ocorrência, porque eu, assim como demais estudantes, fomos agredidos”, declarou.

Ao Bnews, o parlamentar negou que tenha cometido homofobia com um aluno e que tenha entrado no banheiro feminino, além de afirmar que as agressões ocorreram em legítima defesa.

“Mentira, eu não entrei em banheiro feminino, isso é uma mentira. A imagem mostra claramente: eu cheguei na dependência próxima a um complexo de banheiros que tinha e mostrei: ‘Olha que contradição! O banheiro para pauta identitária tá bonitinho…’ mostrei a três metros da porta, que estava fechada”, disse o deputado.

"Não existiu homofobia. Houve uma discussão, inclusive me chamaram de fascista, me chamaram de filho da p*ta, me chamaram de vagabundo, xingaram minha mãe... Houve de tudo. E nem por isso eu me vitimizei, porque é sempre assim: eles batem e depois dizem que apanharam. Isso é mentira, não houve nenhuma acusação de homofobia, não houve nada disso”, declarou.

Classificação Indicativa: Livre


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