Política

STF torna Janones réu por ofensas contra Bolsonaro

O parlamentar havia usado as redes sociais para chamar o ex-presidente de “assassino”, “bandido fujão” e “miliciano ladrão de joias”  |  Divulgação/ Câmara dos Deputados e Alan Santos/PR

Publicado em 16/06/2024, às 07h06   Divulgação/ Câmara dos Deputados e Alan Santos/PR   Redação BNews

O Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou a queixa-crime contra André Janones (Avante - MG) e tornou deputado federal réu pelas suas ofensas contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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Em suas redes sociais, Janones chamou Bolsonaro de “assassino”, “bandido fujão” e “miliciano ladrão de joias”. Ele também disse que o militar "matou milhares de pessoas na pandemia”.

O deputado utilizou as suas redes sociais para comentar sobre a decisão do STF. Em seu perfil no X (antigo Twitter), Janones diz que a decisão lhe traz “certa satisfação” por confirmar a “hipocrisia de Bolsonaro”, de que quando o ex-presidente é o “autor das acusações, defende a liberdade de expressão absoluta”, “mas quando é acusado, recorre ao tribunal para calar seus adversários”.

"Com todo respeito ao STF, a aceitação da denúncia me traz uma certa satisfação, pois é a confirmação cabal da hipocrisia de Bolsonaro, que, quando é ele o autor das acusações, defende a liberdade de expressão absoluta (especialmente para os detentores de mandato, como eu, no gozo de suas imunidades por palavras e votos), mas quando é acusado, recorre ao tribunal para calar seus adversários. Continuo confiando na justiça, no povo e em Deus", escreveu Janones.

AGORA É OFICIAL: sou réu no STF por responsabilizar Bolsonaro pelas mortes na pandemia e chamá-lo de Miliciano!

Com todo respeito ao STF, a aceitação da denúncia me traz uma certa satisfação, pois é a confirmação cabal da hipocrisia de Bolsonaro, que, quando é ele o autor das…

— André Janones (@AndreJanonesAdv) June 15, 2024

Este é o segundo caso que Janones respondeu neste mês. O primeiro ocorreu no início de junho, quando o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados arquivou um processo contra ele por suposta prática de "rachadinha" em seu gabinete.

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