Política
Publicado em 15/05/2026, às 23h16 Divulgação Mariana Cedrim
O Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado de São Paulo (Sated-SP) fizeram um relatório reunindo denúncias de assédio moral, agressões físicas, alimentação inadequada e revistas consideradas abusivas nos sets de filmagem do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
As denúncias foram registradas por figurantes e técnicos envolvidos na produção do longa. De acordo com o Sated, os trabalhadores recorreram ao órgão por receio de recorrer à Justiça e medo de retaliações profissionais. O órgão vai encaminhar os relatos para que sejam analisados pelas autoridades competentes.
A Sated apurou que os profissionais recebiam valores abaixo dos praticados no mercado, como figurantes recebiam R$ 100 por diária, com desconto de R$ 10 referente ao transporte em vans da produção. Além disso, não havia contratos nem comprovantes de recolhimento de taxas obrigatórias previstas na legislação do setor audiovisual.
A produção do filme “Dark Horse” ficou em evidência esta semana após o site The Intercept Brasil revelar mensagens e áudios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro sobre recursos destinados ao filme.
Enquanto Flávio Bolsonaro confirmou que buscou apoio financeiro para o filme, a produtora negou que tivesse recebido recursos do empresário nem de empresas ligadas ao Banco Master. Considerado como um thriller político “Dark Horse” tem estreia prevista para setembro.
Produtora de filme sobre Bolsonaro não está em endereço informado em site
Eduardo Bolsonaro nega ter gerido e recebido recursos de "Dark Horse"