Política
Publicado em 27/03/2025, às 13h25 Michael Reynolds/ EFE Bruna Rocha
Depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (27), uma tarifa de 25% sobre os veículos importados, a tensão de uma guerra comercial global cresceu.
As novas taxas começarão a valer no próximo dia 3 de abril, e se aplicam diretamente a veículos e caminhões leves. As tarifas foram implantadas um dia após Trump anunciar os tributos recíprocos para países que, segundo ele, provocam um rombo na economia dos EUA.
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Em 2024, os Estados Unidos importaram US$ 474 bilhões em produtos automotivos. Os maiores fornecedores são México, Japão, Coreia do Sul, Canadá e Alemanha, todos aliados próximos dos EUA. As taxas representam um golpe de misericórdia para a Europa, que no momento enfrenta baixa relação com Washington devido à guerra na Ucrânia e a ruptura de alianças transatlântica de décadas.
Ursula Von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, se manifestou sobre o caso. "Ruim para as empresas, pior para os consumidores", diz. Enquanto isso, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, chamou as tarifas de "ataque direto" e medidas estão sendo adotadas.
"Defenderemos nossos trabalhadores, defenderemos nossas empresas, defenderemos nosso país e o defenderemos juntos", disse Carney aos repórteres em Ottawa.
Com o rombo financeiro de bilhões de euros nas ações das montadoras nesta manhã, o ministro da Economia da Alemanha se manifestou a cerca. "O que importa agora é ter uma resposta firme da UE a essas tarifas. É preciso deixar claro que não aceitaremos isso de braços cruzados", contou o parlamentar via em um comunicado a imprensa.
Preocupada com o mercado da Europa, a Associação da Indústria Automobilística da Alemanha destacou que as tarifas fere a vitalidade do país. "Sinal fatal".
No país vizinho, a França, o ministro das Finanças, Eric Lombard, chamou o plano de Trump de "notícias muito ruins" e disse que a única solução seria a UE é aumentar suas próprias tarifas. Já o Reino Unido, tem avaliado sua isenção diante tantos acontecimentos, e busca rever subsídios dados a Tesla de Elon Musk.
O presidente-executivo da consultoria financeira global de Vere Group, também falou sobre a situação. "Nada disso resulta em mais empregos ou melhores salários. Isso leva a vendas lentas, crédito mais caro e possíveis demissões -- exatamente o que uma economia frágil não precisa".
Quem também marcou presença nos posicionamentos foi o Ministério das Relações Exteriores da China, ao dizer que a abordagem dos EUA viola as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). "Não contribui para a solução de seus próprios problemas", encerrou.
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