Política
Publicado em 23/05/2025, às 09h20 - Atualizado às 11h15 Reuters Bruna Rocha
Após espalhar a falsa acusação de "genocídio branco" na África do Sul, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou uma suposta prova: uma imagem que, segundo ele, mostrava o enterro de fazendeiros brancos. Na verdade, a foto era uma captura de tela de um vídeo da Reuters, gravado na República Democrática do Congo, sem qualquer relação com a África do Sul.
“São todos fazendeiros brancos que estão sendo enterrados”, afirmou Trump, segurando a imagem impressa durante uma reunião no Salão Oval, ao lado do presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa.
O vídeo citado foi publicado em 3 de fevereiro e mostra trabalhadores humanitários removendo corpos ensacados em Goma, no leste do Congo, após confrontos com grupos rebeldes.
A imagem foi divulgada inicialmente pelo site conservador American Thinker, em um texto sobre tensões raciais na África. A publicação não trazia legenda na foto, apenas informava que se tratava de uma captura de tela do YouTube, com link para o vídeo original da Reuters.
A própria editora do site e autora do post admitiu que Trump identificou erroneamente a imagem. Procurada, a Casa Branca não comentou o caso.
Ainda assim, a editora defendeu o conteúdo publicado, alegando que o texto alertava para a “pressão crescente sobre os sul-africanos brancos” e fazia duras críticas ao governo de Ramaphosa, classificado como “marxista, disfuncional e obcecado pela questão racial”.
Trump aceita 'palácio voador' do Catar e gera controvérsias; confira
Saiba qual foi a orientação dada por Lula ao Itamaraty sobre a ameaça de Trump a Moraes