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Trump aceita 'palácio voador' do Catar e gera controvérsias; confira

Daniel Torok / Fotos Públicas
Os Estados Unidos aceitaram um Boeing 747 de luxo, presente do governo do Catar ao ex-presidente Donald Trump  |   Bnews - Divulgação Daniel Torok / Fotos Públicas
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 22/05/2025, às 12h30



Os Estados Unidos aceitaram um Boeing 747 de luxo, presente do governo do Catar ao ex-presidente Donald Trump. A aeronave, avaliada em cerca de US$ 200 milhões (aproximadamente R$ 1,1 bilhão), deverá passar por uma ampla atualização para ser utilizada como novo Air Force One. Segundo um porta-voz do Departamento de Defesa, a Força Aérea americana agora precisa adaptar o avião para garantir que atenda aos rigorosos padrões de segurança exigidos para transportar o presidente.

O secretário da Força Aérea, Troy Meink, afirmou ao Senado que qualquer aeronave civil destinada a essa função exige modificações significativas, destacando que, no momento, ainda não há um plano detalhado para as adaptações específicas desse Boeing 747.

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A entrega do jato aconteceu logo após Trump assumir a presidência. O avião foi enviado do Catar para a Flórida, onde Trump pôde conhecê-lo pessoalmente em 15 de fevereiro, após um voo direto de Doha a West Palm Beach. O modelo já foi utilizado pela família real do Catar e é considerado um dos jatos privados mais luxuosos do mundo.

O interior do Boeing 747-8 foi projetado para lembrar um verdadeiro “palácio voador”, com suítes privativas, salas de reunião, escritórios, lounges, escadaria central, chuveiros e acabamentos em madeira nobre. O andar superior conta com um lounge e um centro de comunicações, enquanto a suíte principal pode ser convertida em uma unidade médica equipada com fornecimento direto de oxigênio. Para a equipe, há uma área executiva com 12 poltronas reclináveis.

O avião, operado pela Qatar Amiri Flight, acomoda apenas 89 passageiros e 18 tripulantes, proporcionando máximo conforto e tecnologia de ponta em comunicação, entretenimento e segurança. Segundo a fabricante, o modelo 747-8 Intercontinental traz o que há de mais moderno em motores, asas e materiais avançados, além de um cockpit atualizado para melhor desempenho e menor impacto ambiental.

A aceitação do presente gerou preocupação no Congresso americano. Parlamentares temem que a pressa para adaptar o avião possa comprometer sistemas de defesa essenciais, como proteção contra mísseis e explosões nucleares. A senadora Tammy Duckworth alertou sobre possíveis pressões para acelerar o processo e cortar custos em segurança operacional.

Além das questões técnicas, o presente do Catar levantou debates sobre possíveis tentativas de influência política e preocupações quanto à segurança do próprio avião, incluindo suspeitas de dispositivos de escuta. O primeiro-ministro do Catar, xeque Mohammed bin Abdulrahman bin Jassim Aal-Thani, negou qualquer intenção de influenciar Trump. “Somos um país que gostaria de ter uma forte parceria e uma forte amizade, e tudo o que fornecemos a qualquer país é fornecido por respeito a essa parceria e é uma relação de mão dupla”, declarou.

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