Política

URGENTE: Flávio Dino vota por condenar Jair Bolsonaro e demais réus

Flávio Dino afirmou que há forma diferentes de culpabilidade de todos os réus  |  Gustavo Moreno/STF

Publicado em 09/09/2025, às 17h02 - Atualizado às 17h31   Gustavo Moreno/STF   Héber Araújo

Proferindo seu voto na sobre o julgamento de núcleo crucial da trama golpista, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), optou por condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e os demais sete réus da trama golpista. Entretanto, disse que a "níveis de cupabilidade diferentes" para cada réu. 

"Não há menor dúvida que os níveis de culpabilidade são diferentes. Em relação a Bolsonaro e Braga Netto, não há dúvida que a culpabilidade é bastante alta. Do mesmo modo, a culpabilidade é alta em relação a Almir Garnier, Anderson Torres e Mauro Cid. Em relação ao general Heleno e Alexandre Ramagem, há uma participação de menor importância", afirmou. 

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Ainda nesta terça-feira (9), o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, havia dado seu voto a favor da condenação dos réus do núcleo crucial da Trama Golpista. Assim, com o voto de Dino, o julgamento segue com dois votos a favor da condenação de Bolsonaro e dos demais acusados. 

Durante o discurso onde proferia seu voto, o magistrado falou que, para os crimes dos quais o ex-presidente e os militares são acusados, não cabe anistia. "Esses tipos penais são insuscetíveis de anistia. De modo inequívoco. Já tivemos muitas anistias, mas é certo que jamais houve anistia feita em proveito dos altos escalões do poder. Nunca a anistia se prestou a quem exercia o poder dominante”. 

O ministro Flávio Dino não apenas caminha para condenar todos os réus por tentativa de golpe de Estado como também usou seu voto para SEPULTAR A ANISTIA, lembrando que o STF já decidiu anteriormente que contra crimes como os que estão em julgamento não é possível anistia/indulto. pic.twitter.com/WknOWxH8ww

— William De Lucca (@delucca) September 9, 2025

Dino, com ironia, rebateu também os argumentos dos advogados de defesa sobre não ter havido ameaça por parte dos réus.

“Eu não conheço nenhum caso, na literatura, em que manifestantes chegaram para policiais e disseram: ‘Por favor, eu vou romper esse cerco policial e trouxe flores, chocolates e bombons. O nome do plano não era Bíblia Verde e Amarela, era Punhal Verde e Amarela”. 

Flávio Dino desmascara a falácia bolsonarista que não houve violência ou grave ameaça nan trama golpista. "O plano era PUNHAL VERDE E AMARELO e não Bíblia verde e amarelo, os acampamentos foram na porta de QUARTÉIS e não de igrejas". pic.twitter.com/iEloO0Un20

— Orlando Silva (@orlandosilva) September 9, 2025

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