Política
Publicado em 16/07/2024, às 01h00 Reprodução / Redes Socias Thiago Teixeira
Fechado em 2020, ainda durante a gestão do ex-governador Rui Costa (PT)— atual ministro da Casa Civil do governo Lula —, o edifício onde funcionou o antigo Colégio Estadual Odorico Tavares, no Corredor da Vitória, em Salvador, deve ter seu destino selado ainda este ano. A ideia do governador Jerônimo Rodrigues (PT) seria, de fato, optar pela alienação (venda) do imóvel.
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A confirmação foi dada ao BNews pelo secretário da Casa Civil, Afonso Florence (PT). De acordo com o gestor, o Governo da Bahia já vinha monitorando o mercado, porém agora com o Odorico “em condições”, o imóvel deve, finalmente, ser vendido, com os estudos acerca da viabilidade do negócio podendo ser iniciados ainda este ano.
Nós fomos monitorando o mercado e o Odorico agora está em condições já propícias a uma nova destinação. A primeira hipótese é a alienação. São feitos estudos para outras destinações, mas nos próximos meses, consolidado esse cenário de mercado de retomada da atividade econômica, da indústria, da construção civil, [deve haver uma definição]”, destacou Afonso Florence.
O equipamento público, construído em um dos locais com o metro quadrado mais caro da capital baiana, foi desocupado em janeiro de 2020, sob a justificativa de que o número de matrículas estava aquém da capacidade. A medida foi alvo de protestos da classe estudantil e professores que lecionaram na unidade.
Ainda de acordo com o secretário da Casa Civil, apesar da cúpula governista ter outros projetos em mente, pesa a favor da venda o quesito da valorização do imóvel — as outras possibilidades seriam a destinação para políticas de esporte, lazer e cultura.
Afonso Florence também destacou que não houve “demora” para uma definição, dando a entender que o Governo da Bahia planejava deixar o Odorico “de molho” para que o terreno valorizasse.
“Ali [no Corredor da Vitória] é uma área muito valorizada da cidade e nós agora temos avaliação de maior atratividade de negócios ali. Então o governo, em vez de perder dinheiro, pode fazer um bom negócio alienando. Foi isso que aconteceu. Não é uma postergação por inércia, pelo contrário. É um diagnóstico de mercado da melhor conveniência para o interesse da sociedade baiana através do Governo do Estado. E muito brevemente nós teremos notícia nova”, explicou o secretário ao BNews.
Passo a passo
No entanto, para a venda do Odorico sair do papel algumas etapas precisam ser cumpridas. A exemplo do estudo de valor de mercado imobiliário a ser realizado pela Procuradoria Geral do Estado (PGE). Após isso, a BahiaInveste — empresa de investimentos do Governo da Bahia — deve intermediar as negociações com o setor privado.
O imóvel ainda não foi precificado, mas quando o Projeto de Lei (PL) que autorizava a venda do Odorico foi aprovado pela Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), em 2020, a expectativa era de que o retorno aos cofres públicos seria de R$ 50 milhões, de acordo com o líder do governo na Casa e relator da proposta, Rosemberg Pinto (PT).
“Esse tipo de procedimento [para estipular valor] é técnico e seguido pela Procuradoria Geral do Estado. Ele é feito na oportunidade já que o mercado ainda tem muita volatilidade e seria impróprio eu fazer uma projeção agora, que pode não ser confirmada. Mas nós só vamos fazer negócio se for negócio bom para o povo da Bahia. Isso será monitorado pelo Tribunal de Contas, coordenado pela equipe da BahiaInveste e com autorização da Procuradoria Geral do Estado”, destacou Florence.
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