Política
Publicado em 13/08/2026, às 11h11 Devid Santana/BNews Anderson Ramos e Matheus Simoni
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), voltou a ironizar a fala dita por ele sobre o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT) por conta das obras paralisadas em todo o estado. Na última quarta-feira (12), durante entrevista à Baiana FM 89.3, o gestor municipal disse que o petista precisava de um Viagra, remédio usado para disfunção erétil, para ter mais "pegada" em seu governo.
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A fala chegou a ser rebatida pelo governador, que disse que o prefeito adotou um "tom baixo" para falar da política estadual.
Nesta quinta, Bruno voltou a comentar o tema durante uma sessão especial no plenário da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) para celebrar os 215 anos da Associação Comercial da Bahia (ACB).
"Vocês sabem, né? Com tantas obras paralisadas, obras que são anunciadas e não acontecem, papel que é levantado para lá e para cá, e diversas promessas não cumpridas... Imagine um governador que chega à reeleição com apenas 30% das promessas cumpridas", disse Bruno Reis.
E olha a diferença: fui candidato à reeleição e fui o prefeito das capitais que mais tinha cumprido as minhas promessas de campanha. Então, talvez para ele, isso sirva de ajuda para ver se ele cumpre a palavra que ele empenha e promete", acrescentou o prefeito.
Após a repercussão, a pesquisadora Carla Akotirene disse que o prefeito de Salvador foi "machista" ao sugerir o uso de viagra ao governador.
Segundo Akotirene, as falas de Bruno dialogam com ideais bolsonaristas e "reproduzem uma concepção de poder baseada na dominação masculina".
Fazendo uma análise do discurso, percebe-se uma tentativa machista, ao estilo de Bolsonaro e do ‘imbrochável’, de equiparar governança à dominação masculina, como se as políticas públicas de igualdade racial ou para as mulheres diminuíssem a potência da gestão de Jerônimo”, afirmou Akotirene.
Pesquisadora diz que Bruno Reis foi machista ao sugerir uso de viagra para Jerônimo: ‘Estilo bolsonarista’
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