Política
Publicado em 19/11/2025, às 14h18 Saulo Cruz / Agência Senado Daniel Serrano
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), não poupou críticas ao Projeto de Lei Antifacção aprovado pela Câmara dos Deputados, na noite da última terça-feira (18). O texto cria novos crimes, amplia poderes de investigação e determina regras especiais para líderes de organizações criminosas.
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O projeto foi enviado pelo Governo Federal ao Congresso Nacional em outubro e teve como relator o deputado Guilherme Derrite (PP-SP). O texto teve uma tramitação conturbada na Câmara, com governo e oposição tecendo críticas às propostas de Derrite.
"O drama, a dificuldade já se coloca até pelo número de relatórios que o relator apresentou. Se não me engano, já fomos para o quinto relatório. Significa que é uma coisa que está sendo açodada, que não está sendo feita com o espírito que deveria", declarou Wagner em entrevista ao portal ICL Notícias.
"Eu vou repetir o que eu já disse: se quiser tratar a segurança com seriedade, tem que tirar ela do palco eleitoral. Enquanto for palco eleitoral, para fulano apontar dedo um para o outro, nós não vamos pra lugar nenhum", acrescentou.
O senador lembrou ainda que Derrite, em seus relatórios, defendeu tirar a quis mudar a atuação da Polícia Federal nas investigações, anulando o ponto mais polêmico da proposta original, que restringia a atuação do órgão.
"O primeiro relatório começa a tirar a Polícia Federal. Então, parece um relatório que quer proteger e não atacar o crime organizado, ou proteger alguém. Depois fala da questão do perdimento. Ou seja, a Receita Federal arrepia os cabelos. Se você acha um conto é lavando e o perdimento só é depois do trânsito ser julgado. Como é que vai ficar isso? Então, na minha opinião, tem vários problemas e vários interesses em jogos", disse.
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