Salvador

Secis detalha pagamentos e bônus para catadores no Carnaval; confira valores

Além da fiscalização, a SECIS e a Limpurb trabalham juntas para aumentar a coleta de recicláveis, com incentivos financeiros para catadores.  |  Divulgação

Publicado em 16/02/2026, às 15h11 - Atualizado às 15h11   Divulgação   Thiago Teixeira e Daniel Serrano

O secretário Municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-estar e Proteção Animal (SECIS), Ivan Euler, detalhou ao BNews nesta segunda-feira (16) sobre as ações da pasta durante o Carnaval de Salvador. Entre os destaques, estão a fiscalização rigorosa no Parque Municipal Marinho da Barra e os números impressionantes da coleta seletiva nos circuitos.

Com a movimentação intensa de embarcações na Baía de Todos-os-Santos, a SECIS intensificou a vigilância para evitar danos ambientais e arqueológicos. Segundo o secretário, muitos foliões tentam acompanhar a saída dos trios da Barra a bordo de lanchas, o que representa um risco para o ecossistema local.

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"A gente intensifica as ações de fiscalização porque muita gente quer pegar sua lancha e ver a saída do trio dali. Não pode fazer esse tipo de acesso ao Parque Marinho e jogar a âncora", alertou Euler.

O secretário lembrou que a área abriga três navios antigos naufragados e um recife de corais preservados. "A âncora pode danificar esses navios, que é uma arqueologia subaquática extremamente importante, além dos corais. Estou acompanhando pessoalmente essa fiscalização", pontuou.

Além da proteção ao Parque Marinho, a SECIS também atua em parceria com a Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb) para ampliar a coleta de materiais recicláveis nos circuitos da festa. De acordo com Euller, ao longo dos quatro primeiros dias de folia, foram coletadas mais de 128 toneladas de material reciclável. 

A operação não foca apenas na limpeza, mas no impacto social direto para os catadores autônomos. O secretário informou que mais de R$ 1 milhão já foi repassado aos trabalhadores que recolhem os resíduos e encaminham o material para as oito centrais de reciclagem disponibilizadas pela prefeitura.

Os valores pagos variam conforme o tipo de material:  R$ 8 por quilo de lata; R$ 2 por quilo de PET; R$ 1 por quilo de plástico.

Para estimular ainda mais a retirada de resíduos das ruas, há um incentivo extra: a cada 15 quilos de plástico coletados, o catador recebe um bônus de R$ 50, além do valor pago por peso. 

“É uma forma de incentivar que esse material não fique espalhado na rua. A cada ano a gente aumenta e intensifica esse trabalho”, afirmou o secretário.

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