Salvador
Publicado em 05/08/2026, às 14h11 - Atualizado às 14h51 Bnews Alex Torres e Gabriel Santana
O titular da Secretaria Extraordinária do Sistema Viário Oeste Ponte Salvador-Itaparica (SVPonte), Mateus Dias, esteve presente no Workshop 2026 (Desenvolvimento das obras da Ponte Salvador-Itaparica), que foi realizado na manhã desta quarta-feira (5), em São Roque do Paraguaçu, em Maragogipe, e apontou que a obra será entregue no prazo estipulado.
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Dias relatou que o canteiro local é onde o sistema viário não produz apenas a ponte, mas as principais peças que são utilizadas na construção, como as pré-moldadas, feitas de aço. O Secretário ressalta que o local serve como apoio logístico para a obra principal e a construção da própria plataforma da ponte.
As obras estão previstas para serem iniciadas em 2028 e finalizadas em 2031. O secretário ressalta que, até o final do ano, vai ser um tempo suficiente para que a prefeitura consiga cumprir todas as análises que precisam ser realizadas, e a solicitação de qualquer mudança ou estudo complementar para a ponte, que venha ser necessário, possa ser solicitada.
Como a obra não começou ainda, o alvará de construção dentro de logradouros públicos em Salvador ainda não foi pedido.
O Secretário apontou que a obra foi um vetor de geração de emprego e renda, a mais de 300 serviços diretos dos municípios próximos, contratados por quase 71 empresas baianas subcontratadas. Atualmente, o dono da pasta aponta que a obra tem apenas 10% da capacidade do que vai ter no pico da obra.
O contrato foi assinado no início de 2020, após um leilão realizado no final de 2019, mas a pandemia criou uma série de restrições sanitárias para o começo das obras.
Dias apontou que materiais como o aço teve uma subida de 120%, e o concreto, uma alta de 80%. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) também foi citado como uma dificuldade, pois estava medindo cerca de 4,5% e 5%, métrica que fazia com que os preços da obra fossem reajustados e deixado a obra inviável.
Mas, com um ajuste realizado com o consórcio construtor, o acordo foi homologado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). O secretário relatou que o dinheiro investido atualizado está girando em R$ 12 bilhões, mas será de forma repartida. Confira como está cada quantia.
Os recursos serão divididos em três frentes: R$ 3 bi vão vir do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal; outros R$ 3 bi serão injetados pelo Governo do Estado, em forma de aportes públicos; e os outros R$ 6 bi serão investidos pelo consórcio, que serão divididos com recursos de financiamento do Banco do Nordeste, uma parte menor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o restante de bancos estatais chineses, que estão apoiando o projeto.
Confira a entrevista completa de Mateus Dias.
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