Saúde
Publicado em 15/04/2025, às 14h51 - Atualizado às 15h32 Reprodução / Freepik Redação Bnews
Após 30 anos, cientistas descobriram um novo tratamento para a gonorreia, de acordo com um estudo publicado na revista científica Lancet. É o primeiro desde 1990. A descoberta é vista como um potencial avanço contra as formas da doença resistentes a todos os antibióticos conhecidos até então.
O tratamento consiste no uso do antibiótico gepotidacina, que já está no mercado e é usado contra infecções do sistema urinário. No estudo clínico com 622 pessoas, a droga farmacêutica se mostrou tão eficaz contra a gonorreia quanto os outros dois principais tratamentos disponíveis para a doença: injeções de ceftriaxona ou azitromicina, mas com a vantagem de não sofrer resistência. As taxas de sucesso foram de 92,6% no grupo da gepotidacina e 91,2% no grupo da ceftriaxona com azitromicina.
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O surgimento das variedades resistentes levou a Organização Mundial de Saúde - OMS a alertar para a epidemia global da chamada supergonorreia, que elevou o número de casos da enfermidade a patamares registrados no início do século passado em alguns países. Ao longo dos anos, a bactéria que causa a doença tem desenvolvido resistência aos antibióticos mais usados, como a penicilina, a tetraciclina ou as fluoroquinolonas. O estudo foi financiado pela companhia farmacêutica multinacional britânica GSK, que produz a gepotidacina.
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