Saúde
Publicado em 19/12/2024, às 12h24 Ilustrativa/Pixabay Cauan Borges
Um novo protótipo de inteligência artificial (IA) pode identificar com mais precisão quando um acidente vascular cerebral (AVC) aconteceu, facilitando o trabalho dos médicos a realizar o tratamento com sucesso. A novidade foi publicada na revista científica NPJ Digital Medicine, da Nature, no início de dezembro.
O software de IA foi desenvolvido por pesquisadores do Imperial College London, da Technical University of Munich e da Edinburgh University, no Reino Unido, Alemanha e Escócia, respectivamente. Seu principal diferencial é identificar o momento de início do AVC e se o dano pode ser revertido, duas etapas difíceis na avaliação de pessoas que sofreram derrame.
O software foi considerado duas vezes mais preciso que o método atual, que consiste em uma varredura por um profissional médico, que considera o quão escura uma área do AVC aparece em tomografias computadorizadas do cérebro.
Um AVC acontece quando os vasos sanguíneos do cérebro entopem ou se rompem, provocando a paralisia da área cerebral que ficou sem circulação sanguínea. Existem dois tipos de AVC: o hemorrágico, que ocorre quando há rompimento de um vaso cerebral, provocando hemorragia; e o isquêmico, que ocorre quando há obstrução de uma artéria.
Quando o acidente vascular ocorre, as células cerebrais começam a morrer rapidamente e, conforme o tempo passa, alguns tratamentos se tornam ineficazes. Porém, um dos grandes desafios da medicina é identificar com precisão quando o derrame aconteceu, já que todos os cérebros são únicos. As informações são da CNN Brasil.
Para a maioria dos derrames causados por um coágulo sanguíneo, se um paciente estiver dentro de 4,5 horas do derrame acontecer, ele ou ela é elegível para tratamentos médicos e cirúrgicos. Até seis horas, o paciente também é elegível para um tratamento cirúrgico, mas após esse ponto de tempo, decidir se esses tratamentos podem ser benéficos se torna complicado, pois mais casos se tornam irreversíveis. Portanto, é essencial que os médicos saibam tanto o tempo de início quanto se um derrame pode ser revertido”, explica Paul Bentley, do Departamento de Ciências Cerebrais do Imperial, em comunicado.
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